A presidente do Conselho Nacional do CDS-PP, Maria José Nogueira Pinto, acusou hoje Paulo Portas de tentar assaltar o poder no CDS e o deputado Hélder Amaral de agressão física.
Numa conferência de imprensa que se estendeu por mais de meia hora, Nogueira Pinto admitiu abandonar o partido, caso Portas regresse à liderança do CDS-PP.
“Se se confirmar que este partido é um território onde alguns assaltam o poder, aqui não sou nada nem ninguém”, afirmou.
Maria José Nogueira Pinto acusou Paulo Portas de instigar o clima de “coacção física, violência verbal e agressão física” que diz ter vivido domingo no Conselho Nacional do CDS-PP.
“O dr. Paulo Portas trouxe para dentro do partido o pior da memória do PREC”, acusou.
A presidente do Conselho Nacional acusou ainda o deputado Hélder Amaral de a ter agredido fisicamente no final dos trabalhos, alertando que todo o Conselho Nacional foi “filmado e gravado”.
Hélder Amaral nega agressão
O deputado do CDS-PP Hélder Amaral, eleito por Viseu, já negou ter agredido Maria José Nogueira Pinto, deixando uma certeza: “Os beirões não batem em mulheres”, afirmou, citado pela Lusa.
O deputado centrista, guardou uma reacção mais formal e lata para uma futura conferência de imprensa, mas garante que se encontrava no grupo de pessoas que queria proteger Maria José Nogueira Pinto.
“Eu apenas estava a tentar fazer com que o engenheiro Anacoreta Correia, por ser amigo de Maria José Nogueira Pinto, a ela chegasse para a retirar daquela situação”, afirmou.
Hélder Amaral é apoiante de Paulo Portas na corrida pela liderança do partido e foi o impulsionador de um movimento que exigia as eleições directas lançado logo após a declaração do ex-presidente do partido de que pretendia regressar ao cargo.


