O cabeça de lista pelo Porto falou três vezes em “horas difíceis”. Seguiram-se “hora decisiva”, “adversidades”, “desafios complexos”, “razões para não estarem contentes connosco”. Foi em Matosinhos, diante de cerca de dois mil apoiantes.
Francisco Assis, primeiro candidato a deputado pelo Porto, fez esta tarde um claro apelo ao voto útil no PS. Num almoço comício em Leça da Palmeira, Matosinhos, que reuniu cerca de duas mil pessoas, o socialista sublinhou que os próximos dias serão “cruciais”, pedindo por isso uma “semana de grande combate político”.
Apesar de admitir que há”razões para não estarem contentes connosco” e que podem mesmo existir “pessoas irritadas connosco”, Assis pediu a “concentração” no “voto no PS”. Porque, explicou, “está em causa o confronto entre dois projectos de sociedade e duas visões sobre o futuro colectivo”.
Assis afirmou estar “convencido” da vitória do PS, mas não quis deixar de notar que, por ora, “está tudo em aberto”. E aproveitou para acusar “alguns” de terem julgado que as legislativas seriam “uma crónica de derrota antecipada”.
A “hora é decisiva”, o PS vive “horas difíceis” e é preciso “enfrentar as adversidades”, mas “Portugal precisa de um líder experiente, determinado e, às vezes, até teimoso”. Mas nestas “horas difíceis”, explicou, “a teimosia não é um defeito; é até uma qualidade, ao serviço de uma determinada visão sobre o futuro do país”.


