Prefere que se comprem armas

“Não precisamos de submarinos para nada”, defende Almeida Santos

06.10.2009 - 07:53 Por Lusa

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O negócio de substituição dos submarinos voltou à actualidade logo a seguir às legislativas com a acusação do Ministério Público a 10 arguidos O negócio de substituição dos submarinos voltou à actualidade logo a seguir às legislativas com a acusação do Ministério Público a 10 arguidos (Carlos Lopes (arquivo))
O presidente do Partido Socialista, Almeida Santos, disse na noite de segunda-feira em Alenquer que Portugal “não precisa de submarinos para nada”, defendendo antes a compra de armas.

“Devo ser um bocado burro mas não consigo descobrir porque é que nós precisamos de dois submarinos”, afirmou Almeida Santos, no tradicional jantar do PS comemorativo do 5 de Outubro, em Alenquer.

“Espero que o engenheiro José Sócrates e o ministro da Defesa concordem comigo porque precisamos urgentemente de vender os submarinos para comprar armas que sejam úteis e necessárias para a defesa das nossas águas marítimas”, considerou.

Almeida Santos justificou a necessidade de comprar armas, por Portugal dispor de “um grande espaço marítimo, onde se faz contrabando, onde há emigração ilegal e onde se importa ilegalmente droga”.

Na sexta-feira, a Comissão Permanente de Contrapartidas (CPC) revelou que se compromete, no caso da compra de dois submarinos pelo Estado português, a cumprir “integralmente” as obrigações contratuais até ao fim da vigência do contrato.

Em comunicado divulgado, a CPC esclareceu que “continua empenhada no cumprimento das obrigações recebidas, nomeadamente quanto ao rigor e exigência na negociação, acompanhamento e monitorização de todos os contratos de contrapartidas, estando comprometida em fazer cumprir integralmente, até ao final da vigência do contrato, as obrigações contratuais estabelecidas”.

A nota foi transmitida um dia depois de o Ministério Público ter acusado dez arguidos, sete portugueses e três alemães, de falsificação de documentos e burla qualificada no processo “submarinos/contrapartidas”.

O Ministério Público acusou quinta-feira 10 arguidos em co-autoria por falsificação de documentos e burla qualificada, deduzindo também “um pedido de indemnização cível” no montante de 34 milhões de euros.

O Estado português contratualizou com o consórcio alemão German Submarine Consortium (que integra a Man Ferrostaal) a compra de dois submarinos em 2004, quando Durão Barroso era primeiro-ministro e Paulo Portas ministro da Defesa.

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Comentário + votado

grande alta

Se Almeida Santos está interessado em poupar uns cobres para o estado , o que deveria ser a sua ...

el gordo

06.10.2009 17:05

X

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