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Interrupções da gravidez deverão ser mais seguras

Movimentos do “sim”: despenalização deverá conduzir a menos abortos

11.02.2007 - 22:38 Por Lusa

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Os movimentos pelo “sim” pretendem lutar pelo desenvolvimento da “educação sexual e contraceptiva dos jovens e da população em geral" Os movimentos pelo “sim” pretendem lutar pelo desenvolvimento da “educação sexual e contraceptiva dos jovens e da população em geral" (Pedro Cunha/PÚBLICO (arquivo))
Os movimentos que defenderam o "sim" no referendo afirmaram hoje que a vitória da despenalização permitirá interrupções da gravidez seguras até às dez semanas mas pode e deve conduzir também à realização de menos abortos.

"Não basta só tornar a interrupção voluntária da gravidez segura, é preciso que se torne cada vez mais rara", declarou Duarte Vilar, da Associação para o Planeamento da Família (APF), em nome dos cinco movimentos do "sim", reunidos no hotel Altis, em Lisboa.

"Estivemos desde sempre determinados a prevenir e a reduzir o mais possível o recurso ao aborto. Esta foi uma das razões que nos levou a propor a despenalização da interrupção voluntária da gravidez", acrescentou depois Duarte Vilar. "E é este trabalho que nos propomos continuar agora com mais determinação e entusiasmo. Ao trabalho", concluiu o mandatário do "Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo Sim", aplaudido pelos apoiantes do "sim" que enchiam a sala da unidade hoteleira.

Duarte Vilar argumentou que a vitória do "sim" é "um desafio para todos quantos têm pugnado pelos direitos e pela saúde reprodutiva em Portugal", que devem assegurar "o acesso aos métodos contraceptivos, identificar grupos mais vulneráveis nesta matéria, continuar a desenvolver a educação sexual e contraceptiva dos jovens e da população em geral".

Profissionais de saúde, da acção social, professores, jornalistas, todos são "responsáveis nesse desafio", disse.

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"Não basta só tornar a interrupção voluntária da gravidez segura, é preciso que se torne cada vez ...

Anónimo

12.02.2007 22:36

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