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Com a intenção de disputar as próximas legislativas

Movimento "Portugal pró Vida" formaliza hoje pedido para se transformar em partido

13.05.2009 - 07:40 Por Lusa

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Movimento "Portugal pró Vida" é contra a imposição da educação sexual nas escolas Movimento "Portugal pró Vida" é contra a imposição da educação sexual nas escolas (Daniel Rocha (arquivo))
O Movimento "Portugal pró Vida" formaliza hoje, no Tribunal Constitucional (TC) o pedido para se transformar num partido político e assim disputar as próximas eleições legislativas.

O movimento que se diz "contra o bloco central e contra o bloco da esquerda", diz que esta transformação representa "um sim à vida e à família", "mais que um ´não´ ao aborto, eutanásia, pedofilia e ´casamento gay´".

O organismo, liderado por Luís Botelho Ribeiro, docente da Universidade do Minho, em Braga, promete "trabalhar para construir uma nova política que reconheça e recompense o esforço das famílias que, gerando novas vidas, asseguram com sacrifício próprio o futuro de Portugal".

Após a entrega das 7500 assinaturas reunidas, o "Portugal pró Vida" prestará, na igreja do Santo Condestável, em Lisboa, uma homenagem a Nun'Álvares Pereira, que considera ter sido "figura modelar de coragem cívica, patriotismo luso e generosidade cristã".

Os promotores do partido, afirmam-se como "um movimento de cidadãos que se estrutura sobre princípios e valores fundamentais - como o respeito pela vida humana, pela cidadania e pela transparência democrática - para propor à sociedade portuguesa uma solução de governo socialmente sustentável, norteada pela doutrina social da Igreja".

"Mais que oposição ao laicismo de Sócrates, somos um movimento de resistência civil", assinalam.

Em Março, e em declarações à Lusa, Luís Botelho Ribeiro afirmou que o movimento se iria constituir em partido e concorrer às eleições para "combater a ofensiva laicista" e "defender a família e o direito à vida".

A decisão saiu da primeira convenção do movimento, realizada em Guimarães, na qual se condenaram as "imensas atrocidades contra a vida" patrocinadas por alguns partidos políticos parlamentares.

O "Pró Vida" considera que há "uma tentativa de tornar a vida humana descartável".

"Estamos num momento de aceleração da ofensiva laicista contra as questões da vida. Temos no programa do PS a proposta do casamento homossexual, eventualmente da eutanásia, e isso não augura nada de bom para quem se bate pelo reconhecimento de valores fundamentais", justificou.

O movimento tem vindo a protestar contra a imposição de aulas de educação sexual nas escolas, de acordo com uma cartilha que apenas olha para o sexo.

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Ridicularidade no seu melhor

Se ganharem eu deixo este país. Não há nada mais ridículo do que lutar pelo "laicismo ofensivo". O ...

Leandro

13.05.2009 17:47

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