Movimento anti-austeridade para convergência à esquerda já reuniu 500 assinaturas

31.05.2011 - 21:46 Por Lusa
Cerca de 500 pessoas subscreveram um manifesto “anti-austeridade” promovido por um movimento de cidadãos que reclama a “convergência da esquerda” e pede diálogo ao BE, PCP e “eventualmente” socialistas.
“O que nós defendemos para já é a necessidade de diálogo com o BE, com o PCP, eventualmente com quem do PS esteja interessado em fazer caminho connosco para criar uma grande frente de esquerda anti-austeridade. Esse é o objectivo, fazer a convergência da esquerda”, afirmou à agência Lusa Jorge Bateira, economista, da comissão instaladora do movimento auto-designado “Convergência e Alternativa”.
Ana Benavente, secretária de Estado da Educação no Governo de António Guterres, Paulo Fidalgo e Cipriano Justo, do movimento Renovação Comunista, António Avelãs, presidente do Sindicado dos Professores da Grande Lisboa, entre vários sindicalistas e independentes são alguns dos primeiros subscritores do documento, que reunia hoje 503 assinaturas, de acordo com Jorge Bateira.
Os promotores do manifesto reúnem-se hoje em Lisboa, no Instituto Superior de Economia e Gestão, e quinta-feira no Porto para discutir formas de organização visando a criação de uma “plataforma que congregue a esquerda”.
“No limite, no futuro, pode aparecer algum partido novo [que agregue as esquerdas] na sequência das nossas iniciativas”, afirmou Jorge Bateira, que militou no PS e se desfilou em 2009.
O responsável adiantou que se reuniu hoje com representantes do BE que se mostraram “receptivos a todo o diálogo de abertura para a criação de uma plataforma à esquerda”.
Os signatários do manifesto “lamentam que o PCP e o BE não tenham ousado avançar para as próximas eleições com uma grande coligação das esquerdas através da mobilização de activistas dos movimentos sociais e de personalidades diversas representativas de sectores progressistas da sociedade”, lê-se no documento.
Contra a “austeridade selvagem do FMI/EU”, o manifesto “submete à consideração do PS, PCP e BE” várias propostas, entre as quais que Portugal deve propor à Espanha, Grécia e Irlanda, a criação “de uma frente diplomática comum” tendo em vista renegociar as respectivas dívidas.

