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Defende que "lei da rolha" deve ser mantida

Morais Sarmento contra política de "recreio" no PSD

18.03.2010 - 12:52 Por Idálio Revez

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Morais Sarmento quer evitar o "tiro ao líder" Morais Sarmento quer evitar o "tiro ao líder" (Fernando Veludo)
O presidente do Conselho de Jurisdição do PSD, Morais Sarmento, defende que a "lei da rolha" deve ser mantida, e não vê razões que justifiquem a discussão que o assunto está a gerar, dentro e fora do partido: "Pedir que o recreio se interrompa por 60 dias não parece que seja excessivo". A norma, aprovada no último congresso dos sociais-democratas, enfatizou, mais não pretende do que evitar o "tiro ao líder" antes das eleições.

Morais Sarmento, ontem à noite em Faro, à margem de uma sessão de apoio a Paulo Rangel à presidência do PSD, disse que o órgão a que preside irá hoje proceder à "análise jurídica de alguma correcção ou aperfeiçoamento que tiver que ser feito", mas entende que a norma – rejeitada por Pedro Passos Coelho e Pedro Aguiar-Branco – tem somente um "sentido político, programático, indicativo". "Não é uma norma de aplicação de sanção", sublinhou. "Só surpreende quem tenha estado desatento no congresso ou quem queira ser hipócrita depois do congresso", observou.

Para o apoiante de Paulo Rangel, o programa dos sociais-democratas, submetido ao eleitorado, foi prejudicado pelas críticas, desferidas dentro do próprio partido. "É impossível uma liderança estar a tentar apresentar ao país uma proposta e ser desde logo, dentro de casa, prejudicada e impedida de fazer essa apresentação". E é para evitar que situações semelhantes se repitam é que defende a norma que proíbe os militantes de criticar a direcção do partido, dois meses antes do acto eleitoral, sob pena de infracção.

As críticas à "lei da rolha", no seu entender, são infundadas. "Não temos nenhum problema de liberdade dentro do PSD", afirmou. "Não pensámos expulsar Pedro Santana Lopes quando ele divergiu, como vi no PS quererem expulsar Manuel Alegre há um ano". Por isso, o "barulho" gerado em torno desta questão só se explica pelo "enorme impacto que o congresso teve no país", afirmou.

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