José Eduardo Moniz afirmou hoje que são falsas as acusações que lhe são dirigidas sobre o facto de poder ter estado por trás do afastamento de Manuela Moura Guedes e que sempre evitou esse afastamento enquanto director e que ofereceu o cargo de director a quem na administração da TVI pedia a cabeça da pivô.
Moniz lembrou como, quando foi para a TVI, em 1998, Manuela Moura Guedes foi a única profissional que anuiu em acompanhá-lo, entre vários profissionais da RTP e TVI convidados. “Seria uma grande injustiça compactuar com o seu afastamento.
“Aquilo que sempre disse foi, rescindem o contrato comigo e fazem o que quiserem, foi o que sempre respondi”.
E subscreveu todos os conteúdos do Jornal Nacional: “Ao alterarem a linha editorial do Jornal Nacional estavam a atacar a linha editorial da estação. Eu acompanhava de perto o trabalho, falava com os repórteres e cheguei a colaborar nos textos dos pivôs”.
Moniz acrescentou: “Tenho pena de não ter tido mais Manuelas Moura Guedes na TVI. Aí o problema não seria um, seriam muitos. Mas conseguíamos diferenciar-nos do resto da oferta. Os espectadores tinham por onde optar”.
O ex-director da TVI diz-se “triste” com Bernardo Bairrão: “Construímos a pulso a TVI, foi meu cúmplice. Verificar o abandono de valores que aqui se verifica causa-me tristeza”.
Moniz confirmou que há. Na TVI, documentos sobre o Freeport comprometedores do primeiro-ministro, nomeadamente a carta a Manuel Pedro referida pela PJ e já noticiada noutros jornais, bem como provas de pagamentos em pirâmide no âmbito do processo. Já Manuela Moura Guedes tinha referido este facto.
E sobre o negócio da PT com a TVi afirma que se encontrou com o presidente da PT Zeinal Bava a 23 de Junho, num Hotel de Lisboa, onde este o informou da intenção de compra da TVI e onde lhe declarou a intenção de contar com o seu contributo: “Dise-lhe que lamentava mas que não contaria comigo porque decerto um acordo desses implicaria o meu afastamento dado o clima de tensão insuportável entre mim e a empresa”.


