Moção do PSD-Madeira ao congresso critica direcção e Governo de Passos Coelho

24.02.2012 - 16:46 Por Tolentino de Nóbrega

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Moção retoma propostas da moção de Jardim, aprovada por aclamação no congresso regional de Abril Moção retoma propostas da moção de Jardim, aprovada por aclamação no congresso regional de Abril ()
O PSD-Madeira, em moção a apresentar ao congresso nacional, critica a direcção nacional do partido por assumir” como situacionista ante o sistema político-constitucional vigente” e ser um “partido do sistema” de prática “politicamente correcta”.

O PSD-Madeira, em moção a apresentar ao congresso nacional, critica a direcção nacional do partido por assumir” como situacionista ante o sistema político-constitucional vigente” e ser um “partido do sistema” de prática “politicamente correcta”.

“Nos tempos que correm, as mudanças impõem-se com rapidez e o Partido não pode ficar limitado à discussão das finanças públicas”, diz a moção

“Por novos tempos”, aprovada quinta-feira pela comissão política regional do PSD-Madeira. O partido, frisa o documento, deve recusar “o primado liberal de a solução residir no simples funcionamento dos mercados, defendendo antes o intervencionismo regulador do Estado e a não abdicação por este do controlo dos sectores estratégicos, os quais muito menos devem ficar sob poder estrangeiro”.

Retomando algumas propostas da moção de Alberto João Jardim, aprovada por aclamação no congresso regional de Abril de 2011, e as linhas programáticas apresentadas pelo líder regional na posse do governo regional em Novembro do mesmo ano, a moção, demarca-se de políticas defendidas pelo direcção e governo de Pedro Passos Coelho, ao defender o Estado social como “elemento civilizacional adquirido e imperativo” e ao recusar a “justa causa” para o despedimento de qualquer trabalhador.

O PSD, frisa a moção, “deve opor-se às marcas socialmente decadentes do relativismo pós-moderno, ao liberalismo, à fragilização anti-federal da União Europeia, à perda do Estado social, ao nacionalismo, ao centralismo estatal, ao poder ilegítimo dos grupos de pressão e à estatização da economia”.

A moção regional volta acusar a direcção nacional e o governo da coligação de terem utilizado a Madeira “como manobras de diversão para distrair os portugueses dos gravíssimos problemas que afligem os portugueses”. E lembra que, apesar de ser “vítima de um tratamento inaceitável nas últimas eleições regionais”, o PSD-Madeira “mais uma vez ganhou”.

Numa critica directa ao “critério geográfico” seguido elo ministro das Fianças no responsabilização pela divida regional, o documento reafirma que “esta questão das contas da Madeira serve às mil maravilhas para distrair o povo, apesar de o passivo madeirense, no seu global, ser uma gota no oceano que foi o descalabro português”.

O documento inclui também as conhecidas propostas do líder madeirense para a revisão constitucional, em que recusa a expressão que “o Estado é unitário” consagrada na lei fundamental da Republica que “infelizmente ainda tem uma solução constitucional que é tecnicamente colonial”.


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