O Movimento Mérito e Sociedade (MMS) lamentou hoje que "os portugueses não tenham percebido as opções novas" para as europeias e considerou que os resultados do partido "ficam longe do necessário para desencadear a mudança". O presidente do MMS referiu que quem ganhou as eleições para o Parlamento Europeu foram "a abstenção e o sistema" e que por "nada ficar alterado, perdem os portugueses e perde Portugal".
Às 22h10, e com 53 freguesias por apurar, o MMS tinha 21.302 votos (0,61 por cento) e era o nono partido mais votado dos treze que se candidataram às eleições europeias. "É incrível que os portugueses não tenham percebido que tinham opções novas e pessoas novas, com capacidade para os bem representar no estrangeiro", afirmou Eduardo Correia, na sede do partido, em Lisboa. Para Eduardo Correia foram "as televisões que se encarregaram de garantir que os portugueses não tivessem acesso à mensagem destas pessoas": "vivemos uma democracia apenas para alguns", disse.
O líder do MMS elogiou ainda as capacidades do seu cabeça-de-lista, Carlos Gomes - que se encontra em Paris, cidade onde habita - e também a número um do Movimento Esperança Portugal (MEP), Laurinda Alves, o partido que tal como o MMS se estreou nestas eleições. Questionado sobre se este é um bom início para um partido político com menos de um ano de existência, o presidente do MMS assumiu a sua insatisfação e considerou que é apenas "um ponto de partida".
"Os portugueses aparentemente estão permissivos ao sistema, apesar de o criticarem e de quererem ir para um sítio diferente", concluiu Eduardo Correia. Desde o final da tarde cerca de 30 dirigentes e militantes do MMS estiveram a assistir pela televisão aos debates e aos resultados das eleições para Estrasburgo na sede do partido, um edifício na rua Castilho, em Lisboa, a cerca de 100 metros do Hotel Altis, onde se concentrou o PS.


