O avião militar Hercules-C130 que Portugal colocou à disposição da Força Europeia (Eufor) no Chade e República Centro-Africana parte amanhã para aquele país africano.
Na semana passada partiu para N´Djamena um outro avião C-130 com material e pessoal de apoio à missão militar portuguesa no Chade.
No terreno, o estacionamento da Força Europeia (Eufor) no Chade e República Centro-Africana, interrompido durante o ataque rebelde contra N'Djamena, no início de Fevereiro, "recuperou o atraso" e a missão foi oficialmente retomada no dia 15, declarou um porta-voz da missão.
"Recuperamos o nosso atraso e a capacidade operacional inicial da Eufor, marcando o início da missão para dia 15 de Março,", indicou em N'Djamena o tenente-coronel Patrick Poulain, oficial de ligação da força no Chade.
"A partir dessa data poderemos cumprir parte da nossa missão, pois teremos já no terreno (no leste do Chade) o equivalente a um batalhão, ou seja, entre 400 e 600 homens", adiantou.
O estacionamento da Eufor, que estava ainda na fase inicial, foi interrompido em 1 de Fevereiro e recomeçou a 12, com a aterragem em Abéché, quartel-general da força no leste do Chade, de um "Hércules C-130" transportando material.
"Nos últimos tempos, o ritmo foi fortemente acelerado, as chegadas de tropas são quase diárias e, no terreno, forças especiais francesas, suecas e austríacas realizam actualmente missões de reconhecimento, enquanto outras preparam a chegada de futuros contingentes", adiantou a mesma fonte.
Poulain sublinhou que a plena capacidade operacional da Eufor será atingida "em finais Maio", antes do início da época das chuvas, que torna as pistas impraticáveis.
A missão, que disporá, no seu máximo, de cerca de 3700 soldados, 2100 dos quais franceses, estacionados no leste do Chade e no nordeste da República Centro-Africana, terá como objectivo a protecção dos refugiados sudaneses do Darfur, região em guerra civil, bem como os deslocados chadianos e centro-africanos, num total de 450 mil pessoas
A decisão de acelerar a instalação da força foi tomada no último conselho de ministros de Defesa da União europeia, em Brdo, Eslovénia, na qual participou o responsável português, Severiano Teixeira.
Portugal decidiu participar nesta missão enviando um avião de transporte "C-130", tripulação e respectiva segurança, cerca de três dezenas de elementos, por um período de dois meses, com um custo estimado de 2,26 milhões de euros.


