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Força Aérea cobra por socorrer pescadores

Ministro suspende dois casos de cobrança de operações de socorro no mar

09.11.2007 - 15:30 Por Lusa, PUBLICO.PT

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O ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, afirmou hoje ter dado ordens à Força Aérea Portuguesa (FAP) para desistir de dois casos de cobrança de operações de resgate no mar e defendeu um "estudo sério" sobre as responsabilidades das entidades envolvidas no socorro.
Nuno Severiano Teixeira Nuno Severiano Teixeira (Nuno Ferreira Santos/PÚBLICO (arquivo))

Em declarações aos jornalistas no final da sessão solene de abertura do ano lectivo do Instituto de Estudos Superiores Militares, em Lisboa, Severiano Teixeira disse já ter dado ordens para que a FAP "desistisse desses casos", sendo que em ambos tentou cobrar pelas operações de resgate em alto-mar.

Um dos processos, que se encontra a aguardar marcação da data de julgamento, foi interposto pela FAP contra um armador de pesca por este não ter pago uma operação de socorro a um pescador em alto-mar, numa situação em que utilizou um helicóptero Puma durante quatro horas, noticia hoje o PÚBLICO.

Num outro caso, já arquivado, a FAP pedia o pagamento de uma verba superior a 13 mil euros por uma operação semelhante ocorrida em Outubro de 2002.

Hoje, o ministro da Defesa defendeu também a realização de um "estudo sério" para clarificar as responsabilidades das entidades, públicas e privadas, envolvidas em operações de salvamento no mar.

"O que é preciso é fazer um estudo sério, aprofundado, seguindo este princípio: não deve haver discriminação quando um cidadão está em terra ou quando está no mar", afirmou Nuno Severiano Teixeira.

Para o governante, "há uma grande diversidade" de casos de salvamento que é preciso ter em conta, garantindo que "as situações de socorro e de salvamento são e continuarão a ser uma responsabilidade indissociável do Estado - da Marinha e da Força Aérea". "Outras situações são as de doença ou de acidente de trabalho", acrescentou o ministro.

Nuno Severiano Teixeira anunciou que ele próprio irá propor que as "várias entidades do Estado" - Força Aérea, Marinha e Instituto Nacional de Emergência Médica - com responsabilidades nesta área se sentem à mesma mesa para, "a curto prazo, encontrar a melhor solução" para o problema.

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Comentário + votado

Quantos tipos existem?

Só cá em Portugal é que existem estudos sérios e outros. E parabéns ao ministro por ter descoberto ...

João Morais

10.11.2007 10:21

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