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Ministro faz crítica indirecta a “libertação” de suspeito do bairro da Bela Vista

19.05.2009 - 21:57 Por Nuno Simas

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Rui Pereira deixou críticas veladas à libertação de suspeito Rui Pereira deixou críticas veladas à libertação de suspeito (Carlos Lopes (arquivo))
Rui Pereira garantiu que não comentava decisões judiciais, como a que “libertou” um dos suspeitos nos incidentes do Bairro da Bela Vista, em Setúbal, mas confessou uma das maiores felicidades, como ministro da Administração Interna.

"Fico muito, muito feliz quando sei que é aplicada a prisão preventiva a alguém que é suspeito de praticar um crime com armas ou contra as forças de segurança”, disse o governante aos deputados da comissão de Assuntos Constitucionais, para prestar esclarecimentos sobre os acontecimentos das últimas semanas no bairro de Setúbal. Ficou uma crítica, ainda que indirecta, à decisão.

A questão tinha sido colocada pelo deputado Nuno Magalhães, do CDS, que tinha pedido a presença do ministro na comissão. E que perguntou a Rui Pereira o que pensa de “um suspeito ser libertado ao fim de uma hora” de interrogatório.

O debate na comissão seguiu-se aos tumultos de há duas semanas no Bairro da Bela Vista e o ministro anunciou que Setúbal é um dos distritos onde mais será mais reforçado o dispositivo das forças segurança, depois de concluídos, em Outubro, os cursos de agentes, da PSP e da GNR. Até esse mês, estão a ser formados mil agentes da PSP e outros tantos da GNR. As propostas concretas de reforço dependerão das próprias polícias, mas, além de Setúbal, os distritos de Lisboa, Porto e Faro verão reforçado o seu dispositivo policial, por serem aqueles em que “tem havido maior incidência de criminalidade”. Setúbal tem actualmente um efectivo policial por 370 habitantes.

A oposição não questionou os programas, como o Contrato Local de Segurança, que o Governo pretende aplicar a Setúbal, depois de o ter feito também para a Quinta da Fonte, Loures, onde no Verão passado se registaram confrontos, mas quis saber como serão avaliados. CDS e PCP, por exemplo, duvidaram dos efeitos do programa aplicado ao Bairro do Cerco, no Porto.

O ministro Rui Pereira insistiu no elogio à forma como a PSP lidou com os acontecimentos de Setúbal e recusou a ideia de que este tipo de acontecimentos pode pôr em causa o policiamento de proximidade.

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A lei permitia-o

Francisco Fernando, está a insinuar que o juiz não aplicou a prisão preventiva porque a lei não o ...

Pinto

21.05.2009 20:32

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