Ministro dos Assuntos Parlamentares satisfeito com decisão de Cavaco sobre data de eleições

27.06.2009 - 19:35 Por Lusa
O ministro dos Assuntos Parlamentares disse esta tarde que o PS ficou "plenamente satisfeito" com a data escolhida pelo Presidente da República para as próximas eleições legislativas.
"Não faria sentido que a data dessas eleições fosse escolhida contra a opinião hiperdominante entre os partidos", referiu Augusto Santos Silva, acrescentando que “foi essa a justificação” que Cavaco Silva apresentou.
O ministro e dirigente nacional do PS manifestou esta opinião em Gondomar, durante a conferência de imprensa em que se apresentou como cabeça-de-lista do partido à Assembleia Municipal local
O Presidente da República marcou as legislativas para 27 de Setembro, ou seja, 15 dias antes das autárquicas. O dirigente salientou também que a data escolhida por Cavaco Silva "corresponde inteiramente às preferências apresentadas pelo PS", que as transmitiu ao Presidente da República numa reunião na última quarta-feira.
Santos Silva apontou duas razões a favor do dia 27 de Setembro: "Em primeiro lugar, porque o PS achava e acha que seria mau que as eleições autárquicas e as legislativas fossem no mesmo dia e sendo em dias diferente tem que haver 15 dias de intervalo para que as duas campanhas não se sobreponham".
Havendo duas datas possíveis, 20 e 27 de Setembro, esta última, segundo Santos Silva, "é a mais aconselhável porque permite que haja mais participação das pessoas”. O ministro alegou que se fosse uma semana antes, a 20 de Setembro, haveria o risco das actividades pré-eleitorais terem início no mês de Agosto.
Críticas ao PSD
Todos os partidos representados na Assembleia da República, com excepção do PSD, defenderam perante o PR a realização dos dois actos eleitorais em datas diferentes. Para Santos Silva, o PSD teve hoje uma "atitude de arrogância" ao considerar que a simultaneidade das eleições legislativas e autárquicas era do "interesse nacional".
"É um partido [o PSD] que acha que é ele próprio interesse nacional. Isso não é muito próprio de concepções de total escrúpulo democrático", avançou, acrescentando que a argumentação usada pelo PSD para defender que as duas eleições deviam realizar-se no mesmo dia "não colhe e manifestamente não colheu junto de quem de direito".
Na reacção ao anúncio de hoje do Presidente da República de que as legislativas serão no dia 27 de Setembro, o PSD reafirmou que preferia eleições simultâneas em nome do combate à abstenção e da contenção dos custos.
Santos Silva afirma que realizar-se em dois momentos diferentes as eleições tem "um custo relativamente pequeno do ponto de vista dos recursos públicos necessários, para além de que é um gasto que já está orçamentado, não significa nenhuma despesa adicional face ao que estava previsto no Orçamento de Estado para 2009".
O argumento da abstenção também foi contestado pelo ministro e dirigente do PS. "Nas eleições legislativas e nas autárquicas participam, normalmente, bastantes mais eleitores do que aqueles que participam nas eleições europeias", sustentou, declarando-se "certo de que as próximas eleições serão muito participadas.

