Ministro da Presidência acusa PSD de ser "liberal e populista" nas raras vezes que se ouve Menezes

26.02.2008 - 20:11 Por Lusa
O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, acusou hoje o PSD de ser uma "oposição liberal e populista" e rejeitou a "distorção grosseira" de que só agora o PS "acordou" para as políticas sociais.
Num discurso eminentemente político, e na sequência das duras críticas de que tem sido alvo o PSD em quase todas as intervenções das jornadas parlamentares do PS, Pedro Silva Pereira insistiu nos ataques aos sociais-democratas e ao seu líder, Luís Filipe Menezes. "É uma oposição liberal e populista", acusou, considerando que, sempre que Luís Filipe Menezes "ousa dizer alguma coisa, ainda que isso seja raro", percebe-se uma "intuição liberal". Contudo, acrescentou, como o PSD sabe que as eleições são ganhas ao centro, depois gere "populisticamente" as propostas liberais que faz.
Na sua intervenção, o ministro da Presidência respondeu ainda a "três distorções grosseiras" que diz serem feitas sobre a governação socialista, começando por recusar que tenha sido "subordinada a qualquer obsessão com o défice orçamental". Pedro Silva Pereira rejeitou igualmente a "alegação que a agenda do Governo tem alguma semelhança com uma agenda de direita, exemplificando com a visão completamente distinta com que o PS encara o futuro da protecção social".
Além disso, acrescentou, também não é verdade que o Governo só agora acordou para as políticas sociais. "A teoria que o Governo descobriu agora as políticas sociais não tem a menor adesão à realidade", salientou. A este propósito, Silva Pereira recordou algumas medidas desenvolvidas pelo Governo socialista, como o complemento solidário para idosos, a lei da nacionalidade e as "112 medidas" do plano de acolhimento de imigrantes já aprovado em Conselho de Ministros.
Ainda antes da intervenção de Silva Pereira, os deputados tiveram oportunidade de questionar a ministra da Saúde sobre as políticas que estão a ser desenvolvidas. Segundo fontes parlamentares, cerca de dez deputados intervieram nesse período, confrontando a sucessora de Correia de Campos com algumas questões, nomeadamente sobre a política de prevenção e tratamento do alcoolismo e toxicodependência.
A possibilidade de serem fornecidos medicamentos em "dose unitária" foi igualmente abordada pelos deputados, já depois da ministra da Saúde, que está no cargo há três semanas, ter admitido na sua intervenção de que esse "é um processo complexo", mas que irá beneficiar os doentes.

