Governabilidade

Ministro da Economia diz que moção de confiança "não é debate que esteja em cima da mesa"

15.12.2009 - 17:28 Por Lusa

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O ministro da Economia, Vieira da Silva, considerou hoje que a apresentação de uma moção de confiança "não é debate que esteja em cima da mesa", mas insistiu na necessidade de uma atitude responsável da oposição.

Interrogado se a tensão que existe entre o Governo e os partidos da oposição justifica a apresentação de uma moção de confiança ao executivo, Vieira da Silva rejeitou essa possibilidade, lembrando que a actual legislatura teve início há pouco mais de 40 dias.

“Iniciámos uma legislatura ainda não há dois meses, julgo que esse debate não é um debate que esteja em cima da mesa”, afirmou, em declarações aos jornalistas à chegada às jornadas parlamentares do PS, que decorrem até quarta-feira em Beja.

Vieira da Silva reconheceu, contudo, que o executivo está perante “condições particulares” para governar, já que tem apenas maioria relativa.

Por isso, acrescentou, exige-se quer do Governo, quer da oposição uma “atitude consentânea” com essas condições.

“Obviamente que havendo um ambiente de um diálogo mais efectivo e, principalmente, não havendo uma tendência para uma coligação de toda a oposição contra o Governo, torna-se menos difícil a tarefa da estabilidade governativa”, sublinhou.

O ministro da Economia voltou ainda a salientar a importância da aprovação do Orçamento de Estado para 2010, considerando que a condução da política económica na actual conjuntura “é de tal maneira significativa” que não há “uma probabilidade elevada de ele não ter aprovação na Assembleia da República”.

Contudo, ressalvou, “terá que ser obviamente um Orçamento que permita que o Governo cumpra o seu programa".

Vieira da Silva admitiu também que o Governo está preparado para trabalhar o Orçamento de Estado para o próximo ano com os partidos da oposição, lembrando a “responsabilidade grande” que todos os deputados vão ter que assumir para que “uma estabilidade governativa que é essencial para sair da crise”.

“Parece-me óbvio que um Orçamento votado por toda a oposição contra o partido que apoia o Governo é um Orçamento que dificilmente pode constituir uma base para a acção governativa”, referiu.

Interrogado sobre o ‘timing’ em que deve avançar a regionalização, Vieira da Silva escusou-se a estabelecer um calendário, mas ressalvou que “tal só poderá acontecer quando se reunirem as condições bem distintas daquelas que levaram à rejeição popular em referendo”.

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Oposição irresponsável

Tem-se caído (eu também!) na tentação de criticar o PCP e o BE pelas medidas ...

Espectro

15.12.2009 17:48

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