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Passeio de descontentamento

Militares saúdam decisão do Governo sobre as reformas mas mantêm protesto para amanhã

22.11.2006 - 08:24 Por Lusa

A comissão organizadora do "passeio de descontentamento" dos militares marcado para amanhã, em Lisboa, saudou hoje a garantia do Governo de que vai manter os direitos adquiridos dos profissionais que passaram à reserva até 2005, mas mantém a iniciativa de protesto.
Militares dos três ramos das Forças Armadas fazem amanhã um passeio de descontentamento, em Lisboa Militares dos três ramos das Forças Armadas fazem amanhã um passeio de descontentamento, em Lisboa (Adriano Miranda/PÚBLICO (arquivo))

"Este já é um resultado positivo das movimentações que iniciámos, mas é claramente insuficiente para desmarcar o nosso 'passeio do descontentamento'", disse à Lusa José Fernandes Torres, porta-voz da Comissão de Oficiais, Sargentos e Praças na Reserva e na Reforma.

Numa circular enviada às chefias militares dos três ramos das Forças Armadas, o Governo garante a manutenção dos direitos adquiridos dos militares que passaram à reserva até 31 de Dezembro de 2005.

A circular — a que a Lusa teve acesso — reproduz um despacho do secretário de Estado da Administração Pública, com a concordância do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que atende as pretensões das associações militares.

Segundo o despacho, datado de 20 de Novembro, o secretário de Estado aceita que os militares que passaram à reserva até 31 de Dezembro de 2005 possam reformar-se, dentro de cinco anos, ao abrigo da lei em vigor a essa data.

Interpretação diferente tinha a Caixa Geral de Aposentações, que considerava que, dentro de cinco anos, os militares deveriam passar à reforma de acordo com a lei que estivesse em vigor na altura.

Para Fernandes Torres, a decisão do Executivo, embora positiva, "tem um significado muito reduzido" e é "claramente insuficiente" para alterar os planos para a manifestação de amanhã à tarde, em Lisboa.

Um ano depois dos protestos contra o aumento de anos de trabalho para a reforma, de 36 para 40 anos, e as alterações ao sistema de saúde das Forças Armadas, em 2005, a contestação centra-se agora nos cortes de verbas previstas no Orçamento do Estado de 2007.

Os militares criticam a redução de 50 por cento nas verbas para a despesa com a saúde dos militares e familiares, a diminuição de 25 por cento nas verbas destinadas às remunerações de reserva e a redução de 900 efectivos.

Militares dos três ramos das Forças Armadas fazem amanhã um "passeio de descontentamento", em Lisboa, para "beber um café na Baixa" e protestarem contra o Governo e os cortes orçamentais que afectam o sistema de saúde dos militares.

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Comentário + votado

esses senhores militares,em especial os oficiais d...

esses senhores militares,em especial os oficiais deviam ter vergonha ,pois em minha opiniao ganham ...

Anónimo

23.11.2006 09:48

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