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Bruxelas

Miguel Portas e Ilda Figueiredo lembram "culpas" europeias no anunciado chumbo do plano de austeridade

23.03.2011 - 17:49 Por Lusa

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Os eurodeputados portugueses Miguel Portas, do Bloco de Esquerda, e Ilda Figueiredo, do PCP, destacaram hoje, em Bruxelas, o que consideram ser também a responsabilidade europeia na anunciada reprovação do Programa de Estabilidade e Crescimento pelo parlamento português.

Além dos líderes das delegações do PSD, Paulo Rangel, e do PS, Edite Estrela, que trocaram argumentos num debate no Parlamento Europeu sobre a situação que se vive em Portugal, também Miguel Portas e Ilda Figueiredo aproveitaram o debate sobre o Conselho Europeu que tem início quinta-feira em Bruxelas para criticar as políticas europeias que, na sua opinião, contribuíram para a actual crise em Portugal.

Apontando que “o parlamento português vai chumbar hoje o quarto PEC que o Governo apresentou em 12 meses”, Miguel Portas disse que tal acontece “por razões de conteúdo do pacote, mas também porque foi apresentado primeiro em Bruxelas do que conhecido, negociado ou aprovado em Portugal”.

O deputado bloquista disse que, “com Portugal a entrar num quadro de eleições antecipadas, a explosão da dívida pública e das taxas de juro é inevitável”, pelo que questionou a actual presidência húngara da UE sobre que medidas pensa tomar “para evitar a especulação sobre a divida publica portuguesa”.

“E não nos diga que o assunto é português, porque se a austeridade é nossa, ela é nossa porque as decisões também são vossas”, disse, dirigindo-se à representante da presidência húngara.

Por seu turno, Ilda Figueiredo considerou “inaceitável o caminho que os responsáveis da UE estão a trilhar”, e apontou que “os trabalhadores e as populações estão a opor-se a tais medidas”, em manifestações como a que se assistiu “no passado sábado em Portugal” e “hoje no parlamento português, onde a maioria dos deputados fará certamente o mesmo ao quarto pacote de austeridade”.

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