O cabeça-de-lista do BE às europeias, Miguel Portas, considerou hoje que os bloquistas obtiveram "um extraordinário resultado" nas eleições, sublinhando a "derrota política enorme" do PS.
Numa declaração no Fórum Lisboa, local onde o BE está a passar a noite eleitoral, Miguel Portas começou por sublinhar o "resultado extraordinário" dos bloquistas, que deverão eleger pelo menos dois eurodeputados, duplicando, assim, a sua representação no Parlamento Europeu.
"O BE obteve, de facto, um resultado extraordinário (...), estamos seguramente perante um grande resultado, temos claramente a possibilidade de chegar aos dois dígitos", sublinhou, perante uma sala já cheia e em festa.
Contudo, acrescentou, existe ainda uma "conclusão política paralela" que os resultados das eleições de hoje permitem tirar: "a derrota política enorme das políticas seguidas pelo PS".
Miguel Portas, o primeiro cabeça-de-lista a falar nesta noite eleitoral, deixou ainda um agradecimento aos "eleitores socialistas" que votaram no BE, prometendo que os bloquistas estarão "à altura" da confiança depositada.
"Nós estamos prontos para responder à crise", enfatizou.
Sublinhando que "a grande vitória destas eleições está à esquerda", o cabeça-de-lista do BE escusou-se, contudo, a falar sobre as expectativas do partido para as eleições legislativas, argumentando que "cada eleição é uma eleição".
Contudo, reconheceu, o "enorme reforço" registado agora nas europeias coloca o BE "em melhores condições para responder à batalha eleitoral que se segue.
Miguel Portas atribuiu ainda a derrota do PS nestas eleições ao "enorme demérito do Governo", que levou "milhares de socialistas a mudar de voto, particularmente para o BE".
Questionado sobre o facto do BE poder vir a ultrapassar a CDU, transformando-se assim na terceira força política, o cabeça-de-lista do BE assegurou que esse nunca foi um objectivo que o partido tivesse fixado.
"Queríamos para a esquerda europeia um grande resultado", disse, destacando que em Portugal, a esquerda poderá ultrapassar os 20 por cento de votação.
"É um dado marcante", frisou.


