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Autarca recandidata-se a terceiro mandato

Menezes recandidata-se em Gaia e garante que não colará "nem um só cartaz"

17.07.2009 - 23:36 Por Lusa

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Luís Filipe Menezes garantiu hoje, em Gaia, que vai ficar "caladinho" daqui até ao dia das eleições autárquicas, a 28 de Setembro, e que "não haverá nem um só cartaz nas ruas" da sua candidatura.
Menezes promete campanha discreta Menezes promete campanha discreta (Fernando Veludo (arquivo))

"Agora vão ter paciência, haverá até esse dia é muitas inaugurações", afirmou o autarca, no final do seu discurso de 48 minutos, na apresentação da sua candidatura a um terceiro mandato na presidência da Câmara de Gaia.

Para Menezes, "com o país a atravessar esta crise, o folclore de papel e plástico que vai gastar pelas paredes deste país é uma afronta aos portugueses com dificuldades. Este folclore tem que acabar".

O autarca considerou que "é urgente uma nova legislação que discipline e limite a propaganda política" e defendeu que não é por mais um cartaz ou menos um cartaz que se vai ganhar ou perder eleições".

"Os presidentes de juntas, estimulei-os a fazer as suas campanhas, porque há aí uma lógica de proximidade, agora, a nível municipal, cartazes da minha candidatura, até ao dia 28 de Setembro, nem um", reiterou.

No seu discurso, o autarca falou longamente na obra que realizou ao longo dos oito anos à frente da câmara e prometeu "48 projectos para os próximos 48 meses", ou seja, os quatro anos do seu terceiro mandato, que será o último.

Sublinhou que a obra feita foi erguida entre 2001 e 2008, "quando todo o país estava a apertar o cinto com a crise. Isto só foi possível porque havia uma estratégia e um rumo e se sabia onde ir buscar o dinheiro para a erguer".

Prometeu que permanecerá na Câmara de Gaia durante os quatro anos de mandato e recordou que mesmo quando esteve à frente do PSD, nunca abandonou a autarquia.

"Jamais o faria, porque o compromisso com os eleitores é para cumprir", afirmou, avisando, no entanto, que o facto de estar totalmente dedicado à autarquia não o vai inibir de se pronunciar sobre a política nacional.

No final da sessão, em declarações aos jornalistas, o autarca comentou a proposta de revisão constitucional do PSD/Madeira no sentido de proibir os partidos comunistas, tal como acontece com os fascistas. E afirmou concordar com a versão que Alberto João Jardim deu para a proposta.

"Acho que se poderia considerar a exclusão de partidos totalitários em geral. Mas nomear este ou aquele seria redutor para a democracia portuguesa", afirmou.

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Comentário + votado

Mais demagogia

Ele não vai colar nada, mas o que é certo, meus amigos, é que a cidade está cheia de outdoors de ...

Estafermococus

22.07.2009 18:57

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