Menezes não dá tolerância de ponto, Banco de Portugal sim e Marcelo declara batalha perdida

09.02.2012 - 21:24 Por PÚBLICO
Menezes, ao contrário de outros autarcas do PSD, não dá tolerância de ponto no Carnaval . Já os bancos, incluindo o de Portugal, fecham as portas. Mercelo Rebelo de Sousa fala em batalha perdida do Governo.
Luís Filipe Menezes não vai dar tolerância de ponto na terça-feira de Carnaval aos funcionários da Câmara de Gaia por uma questão de lealdade e de solidariedade para com o primeiro-ministro.
Entende Menezes que o país está a “atravessar a pior crise da sua história”, razão pela qual, diz, é necessário “sacrificar tudo”, como o feriado de Carnaval, que “não é mais do que uma ponte”.
O autarca salientou estar “solidário com este primeiro-ministro e com o Governo”, pelo que “mesmo que discordasse da decisão” não teria a “deslealdade de não cumprir uma intenção do partido” a que pertence.
E revelou ter ficado “espantado” ao ver que “alguns que são os arautos da austeridade e do rigor, em determinados momentos, sejam menos austeros e menos rigorosos. Mas cada um é responsável pela decisão que toma”.
Menezes não citou nomes, mas a alusão era para Rui Rio que concede tolerância de ponto no Porto.
Também ontem ficou a saber-se que a banca vai estar de portas fechadas no Carnaval, incluindo o Banco de Portugal.
Já o ex-presidente do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa, disse nesta quinta-feira que a recusa da tolerância de ponto no dia de Carnaval “é uma batalha perdida pelo Governo” de coligação PSD/CDS.
A ideia “tinha alguma lógica de conteúdo”, mas “o tempo e a forma estragaram o conteúdo”, afirmou o antigo presidente do PSD, em Lisboa, depois de ter apresentado o primeiro número da revista Terra de Lei, da Associação de Juristas da Pampilhosa da Serra.
O Governo “perdeu a nível nacional, regional e local”.
“Está perdido”, rematou Marcelo Rebelo de Sousa citado pela Lusa.
Notícia actualizada às 21h41

