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Líder sente que trabalhadores têm medo de não agradar ao Governo

Menezes denuncia "peso excessivo" do Estado e forma como PS o está a usar

30.03.2008 - 14:21 Por Lusa

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Social-democrata disse que a "carapaça de intimidação e controlo da sociedade" dificulta uma vitória do seu partido Social-democrata disse que a "carapaça de intimidação e controlo da sociedade" dificulta uma vitória do seu partido (Gonçalo Português (arquivo))
O líder do PSD, Luís Filipe Menezes, afirmou hoje em Avintes, Gaia, que os portugueses vivem numa sociedade "intimidada pelo peso excessivo do Estado e pela forma como ele está a ser utilizado pelo PS". "É verdade que hoje há muitos portugueses que sentem que a qualidade da nossa democracia não é aquela que merecíamos", disse o social-democrata, ao ser questionado sobre as acusações feitas por António Borges ao ministro da Economia, Manuel Pinho.

Em entrevista hoje ao PÚBLICO, António Borges acusou Manuel Pinho de "exigir a apresentação de um pedido de desculpas" pela sua crítica à forma como foi conduzida a mudança de presidência na EDP, "caso contrário nunca mais haveria trabalho para o [banco] Goldman Sachs em Portugal". "Aliás, como nunca mais houve", acrescentou o social-democrata António Borges, que na altura era vice-presidente daquele banco norte-americano.

António Borges acusou ainda Manuel Pinho de lhe ter comunicado pessoalmente que "todos os contratos com o Goldman Sachs estavam cancelados" no dia seguinte ao congresso do PSD de 2005, em que o economista se disponibilizou para ajudar o partido a fazer oposição ao governo.

Segundo Luís Filipe Menezes, "os empresários têm receio de ser penalizados num quadro comunitário muito centralizado se não agradarem ao Governo". "Os agentes de comunicação social estão prisioneiros do projecto de televisão digital se não se portarem bem, os professores são perseguidos se não forem obedientes, os médicos são desqualificados do ponto de vista de carreira por aderirem a greves, os sindicalistas vêem a polícia entrar pela porta dentro e os próprios sindicalistas da polícia são maltratados quando defendem os seus direitos", afirmou o líder do PSD.

Questionado sobre se neste quadro sente ter condições para ganhar as próximas eleições, Menezes aludiu a dificuldades decorrentes da "carapaça de intimidação e controlo da sociedade portuguesa". "Seria fácil ganhar se fosse pela avaliação de compromissos assumidos pelo senhor engenheiro José Sócrates, se fosse pela avaliação dos resultados da governação, diria que é muito fácil ganhar as eleições", disse. "Vamos ser humildes e fazer com que os portugueses não tenham medo e se rebelem contra um poder que está a ser em democracia, mas um poder opressivo", acrescentou.

Luís Filipe Menezes falava aos jornalistas durante a inauguração da obra de requalificação do Parque Joaquim Lopes - FC de Avintes, em que participou na qualidade de presidente da Câmara de Gaia.

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