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Eleições europeias

Menezes “ainda” não quer pronunciar-se sobre Paulo Rangel

15.04.2009 - 16:44 Por Lusa

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O ex-presidente do PSD Luís Filipe Menezes recusou hoje pronunciar-se sobre o cabeça de lista do partido às eleições europeias, Paulo Rangel. Ainda assim, lamentou não ver "neste combate" personalidades como Balsemão ou Marques Mendes.
O ex-líder do PSD lamentou não ver "neste combate" personalidades como Balsemão ou Marques Mendes O ex-líder do PSD lamentou não ver "neste combate" personalidades como Balsemão ou Marques Mendes (Nelson Garrido (arquivo))

"Eu não vou pronunciar-me ainda sobre este cabeça de lista, até porque quero conhecer a lista no seu conjunto, a representatividade nacional da lista e quem são as outras personalidades que vão fazer parte da lista", afirmou o anterior líder social-democrata. Menezes falava à margem da inauguração das instalações da Sociedade de Reabilitação Urbana de Vila Nova de Gaia, município de que é presidente desde 1997.

Um dia depois de ter sido conhecido o nome do cabeça de lista social-democrata às europeias, no entanto, o autarca declarou sentir "alguma pena por não ver neste combate personalidades como Francisco Pinto Balsemão", que aliás ele próprio sugeriu há algum tempo. Menezes deu como exemplo Mário Soares, "fundador do Partido Socialista que foi cabeça de lista às europeias em circunstâncias muito difíceis e terá salvo o PS” na altura.

Marques Mendes é outro antigo presidente do PSD que, em sua opinião, podia liderar o PSD "neste combate" eleitoral, marcado para 7 de Junho, defendendo que "um partido como o PSD tem de valorizar e responsabilizar os seus ex-líderes". "Procurarei não fazer de forma nenhuma aos outros, neste contexto de combate político aos nossos adversários, aquilo que me fizeram a mim. Vou procurar o mais possível, quando concordo e quando não discordo, ser contido e ajudar o partido porque o país precisa de uma alternativa", acrescentou também Menezes.

Importância ímpar

O autarca afirmou que "as eleições europeias são, neste quadro político, significativamente importantes, muito mais importantes do que alguma vez foram, na medida em que havendo este ano três actos eleitorais num período de dois meses e pouco, inevitavelmente vão criar-se inércias decorrentes da primeira eleição". Nesse sentido, afirma que "que quem tiver um bom resultado na primeira eleição quase que inevitavelmente esse resultado se vai transportar para a segunda eleição e até eventualmente para a terceira, que são as eleições autárquicas".

Daí que, para Menezes, "as europeias tenham que ser vistas com muito cuidado" e o PSD deve procurar surgir "forte" nas suas "várias vertentes", explicando "o que tem a dizer sobre o congelado Tratado de Lisboa", o papel dos países pequenos no contexto da União Europeia ou o alargamento. "Não posso dizer se essa candidatura é forte ou menos forte antes de contextualizar o que pensa sobre tudo isto", argumentou Luís Filipe Menezes.

Paulo Rangel já avisou que quer discutir "os problemas nacionais", o que para Menezes "não é completamente errado, porque isso é fatal estando-se a dois meses meio das eleições legislativas e as questões nacionais estão interligadas com as questões europeias". Uma das questões concretas que Rangel já disse querer discutir com os seus adversários é a dos investimentos públicos e, a propósito, o autarca de Gaia, referiu que "neste momento há uma orientação da União Europeia para que haja uma promoção do investimento público na Europa".

“Nunca mais fui solicitado para rigorosamente nada"

Questionado sobre se vai fazer campanha pelo partido nas eleições europeias, respondeu: "Tenho uma campanha muito importante para fazer aqui em Vila Nova de Gaia e se conseguir ter um grande resultado para o PSD já estou a dar um enorme contributo para que o meu partido tenha um bom resultado em eleições nacionais".

Se for solicitado para intervir na campanha eleitoral, Menezes mostra-se "disponível" alegando ser essa a sua "obrigação" enquanto militante. "Agora, evidentemente, para isso tenho que ser requisitado ou solicitado, coisa que não acontece exactamente há um ano. Desde que abandonei funções no PSD, nunca mais fui solicitado para rigorosamente nada", queixou-se.

Por fim, interrogado sobre se Paulo Rangel devia contar consigo para a sua lista respondeu negativamente. "Um ex-líder, seja ele qual for, só podia ser cabeça de lista". "No meu caso - argumentou - essa questão não se colocava, porque não tenho apetite para esse tipo de funções muito bem remuneradas e muito longínquas. Tenho mais apetite para funções mais à volta de coisas concretas, o que não significa que ache que ser deputado europeu não é um cargo útil e importante. Sou demasiado novo para isso".

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