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XXVIII Congresso do PSD

Marques Mendes apela à fusão de propostas sobre directas

17.03.2006 - 22:07 Por Lusa, PUBLICO.PT

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O líder do PSD, Luís Marques Mendes, apelou hoje à fusão de todas as propostas de alteração de estatutos relativas às "directas", considerando que esse será "um sinal de unidade".

"Todas as propostas apontam para a consagração das directas. Devíamos ser práticos e eficazes e fundir numa única proposta todas as que dizem respeito às directas", afirmou Marques Mendes no discurso de abertura do XXVIII Congresso Nacional do PSD, que decorre até sábado na sala Tejo do Pavilhão Atlântico, em Lisboa.

Considerando que, com essa fusão, os subscritores das sete propostas de alteração de estatutos em discussão neste congresso darão "um sinal de unidade", Marques Mendes salientou que a eleição directa da liderança do partido "não é uma questão de pormenor estatutário, nem de moda política".

"Se as directas não fossem consagradas neste congresso, causaríamos enorme frustração em todos os militantes e uma grande perplexidade na opinião pública", dramatizou Marques Mendes, lembrando que a aprovação das "directas" corresponde a "uma vontade esmagadora dos militantes".

Num discurso que se prolongou por mais de meia hora, Marques Mendes respondeu ainda aos críticos das "directas", recusando a ideia que essa alteração estatutária "matará os congressos". "Teremos apenas que ter imaginação", disse, acrescentando que o PSD "não é uma organização produtora de eventos".

"Hoje tratamos dos estatutos", disse. Lembrou que este não é um congresso electivo e deixou uma única promessa: recandidatar-se em todas as eleições internas que decorrerem até 2009, ano em se realizam as próximas eleições legislativas.

Onze meses depois de ter sido eleito presidente do PSD, no congresso de Pombal, Marques Mendes aproveitou ainda para "prestar contas ao partido", fazendo um balanço muito positivo do seu primeiro ano de liderança.

Marques Mendes felicitou ainda o novo Presidente da República, Cavaco Silva, ex-líder do PSD, pela "agenda" que estabeleceu, mas prometeu uma agenda partidária própria. "Temos a nossa própria agenda, mas Cavaco Silva sabe que terá o nosso respeito", garantiu, arrancando os primeiros aplausos de uma sala que só encheu no final do seu discurso.

Ao longo do último ano, disse ainda Marques Mendes, o partido conseguiu "recuperar credibilidade" e iniciou "a reconciliação com os portugueses". "Iniciámos o caminho até à maior vitória que queremos alcançar em 2009", considerou o líder social-democrata, num congresso que tem precisamente como "slogan" a palavra "Credibilidade".

No seu primeiro discurso no congresso social-democrata, que tem como único ponto na ordem de trabalhos a discussão e votação de propostas de alteração de estatutos, Marques Mendes reservou também espaço para criticar o Governo. "Será que foi um ano positivo? A propaganda do Governo diz que sim, a realidade diz que não", referiu, apontando como exemplos o "brutal aumento de impostos" ou a "visão sectária" do Estado que o executivo socialista tem demonstrado ter ao longo deste ano.

"O grande esforço do Governo tem-se concentrado na construção de cortinas de propaganda", criticou ainda Marques Mendes, apontando a "falta de rumo" do executivo de José Sócrates. "É de respostas e políticas claras que precisamos para sair da crise", salientou.

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