O líder do PSD, Luís Marques Mendes acusou hoje o Governo de "preparar um novo imposto de saúde", depois de ter aumentado três vezes os impostos sobre os combustíveis, penalizando os cidadãos e as empresas.
O dirigente social-democrata falava na Póvoa de Lanhoso, durante um almoço com 800 militantes que se seguiu à tomada de posse da nova Comissão Política Concelhia do partido, liderada por Armando Fernandes e Francisco Xavier.
Marques Mendes garantiu que o PSD tem conhecimento da existência de uma comissão, nomeada pelo Governo, para estudar a criação de um imposto para a saúde, facto que classificou de "inaceitável e injusto".
O líder social-democrata acusou o Executivo de "aumentar escandalosamente" o imposto sobre os produtos petrolíferos, causando o aumento dos preços dos transportes, e de outros bens essenciais ao fazer crescer os custos de produção.
Para exemplificar a situação do país, o político lembrou que, no tempo dos Governos de Cavaco Silva, Portugal estava em 14.º entre os países mais ricos da Europa e agora baixou para 18.º. "Os mais recentes relatórios europeus mostram que Portugal vai continuar a divergir dos outros países, crescendo menos que eles, pelo menos até 2009", argumentou.
Marques Mendes acusou ainda o Governo de "querer iludir o país com actos de propaganda", e contrapôs que, se o PSD fosse Governo haveria políticas de apoio às PME, que são decisivas para a criação de riqueza e de emprego, e os impostos seriam descidos".
No almoço participaram, também, o secretário-geral, Miguel Macedo, o presidente da Distrital de Braga, Virgílio Costa, os presidentes das Câmaras, da Póvoa de Lanhoso, Manuel Batista, de Vila Verde, José Manuel Fernandes, e de Celorico de Basto, assim como os deputados Fernando Pereira, Jorge Pereira, e Emídio Guerreiro.


