Mário Soares recusou hoje a ideia de o próximo Governo ser constituído por um Bloco Central e lembrou que já governou o país numa situação de minoria e em tempos que garante terem sido mais difíceis. Para o socialista, a ideia não faz qualquer sentido mas também não está preocupado com aqueles que exploram o assunto durante a campanha para as legislativas de 27 de Setembro.
Em declarações ao Rádio Clube, o histórico socialista defendeu que “o que se diz na campanha eleitoral é uma coisa e o que se faz depois das eleições é outra”. Depois, apontou o dedo às recentes declarações da líder do maior partido da oposição, Manuela Ferreira Leite, e sublinhou que só pode falar em “asfixia democrática” quem não viveu uma ditadura.
“Quem fala em asfixia de liberdade é porque não viveu o que foi a ditadura do Salazar e do Caetano. Porque, aí sim havia asfixia de liberdade. Quem não viveu isso não sabe distinguir”, disse. E reiterou que “Portugal é um Estado de direito e um país democrático”, pelo que não faz sentido falar em falta de liberdade, depois de Ferreira Leite ter insistido este fim-de-semana na expressão que estreou na apresentação no programa eleitoral do PSD, durante o mês de Agosto.


