Feriados

Mário Soares: 5 de Outubro é tão “sagrado” como o 25 de Abril

29.11.2011 - 21:46 Por Lusa

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Mário Soares nas comemorações do 25 de Abril deste ano, no Palácio de Belém Mário Soares nas comemorações do 25 de Abril deste ano, no Palácio de Belém (Nuno Ferreira Santos)
O antigo Presidente da República Mário Soares afirmou, nesta terça-feira, que o feriado do 5 de Outubro é tão “sagrado” para os portugueses como o 25 de Abril e defendeu a sua manutenção.

“Em Portugal a maior parte da população é republicana. Eles [os portugueses] não gostaram dessa ideia e eu também não”, afirmou o antigo Chefe de Estado, que falava à Lusa à margem de uma cerimónia de homenagem aos docentes demitidos durante o Estado Novo, que decorreu na reitoria da Universidade de Lisboa.

A diminuição do número de feriados em Portugal tem sido recentemente discutida, tendo o Governo apresentado na segunda-feira aos parceiros sociais, em sede de Concertação Social, a eliminação dos feriados de 15 de Agosto, o dia de Corpo de Deus (móvel), 5 de Outubro e 1 de Dezembro.

No entender de Mário Soares, o feriado do 5 de Outubro, data em que se assinala a Implantação da República, “deve ser tão sagrado para os portugueses como o 25 de Abril” e que, como tal, “não deve ser abolido”.

Já em relação ao feriado de 1 de Dezembro, Dia da Restauração da Independência, o antigo presidente da República considera que a sua abolição “não é tão grave”.

Abstenção do PS é acto de simpatia para com Sócrates

Mário Soares disse, também nesta terça-feira, que a decisão de abstenção do PS na votação do Orçamento do Estado para 2012 foi um acto de simpatia e respeito para com José Sócrates.

“Quem assinou o primeiro PEC [Programa de Estabilidade e Crescimento] e pediu dinheiro emprestado foi o anterior governo do Partido Socialista. Seria mau o novo líder socialista não se abster. Foi um acto de simpatia e respeito para com o antigo líder”, afirmou.

A proposta do secretário-geral do PS para que os socialistas se abstenham na votação do Orçamento do Estado foi aprovada no início do mês com mais de dois terços de votos.

Nas votações de especialidade do Orçamento na segunda-feira, o PS absteve-se na proposta da maioria de introduzir uma modelação dos cortes entre os 600 e os 1100 euros, tendo votado contra a proposta de cortar integralmente os subsídios de férias e de Natal a partir dos 1100 euros mensais.

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Comentário + votado

Isto já farta!

Não, a maior parte da população não é republicana. Mas não é porque seja monárquica, é porque é ...

Anónimo

29.11.2011 23:51

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