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Regime compensatório nos Açores

Marco António acusa Cárlos César de "abrir uma brecha na unidade estratégica"

04.12.2010 - 22:41 Por Lusa

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O vice-presidente do PSD Marco António Costa acusou hoje o presidente do Governo Regional dos Açores de, ao criar o regime compensatório para os funcionários públicos, “abrir uma brecha na unidade estratégica” que se estava a tentar construir em Portugal.

“No momento em que a Europa concentra todas as suas atenções na capacidade do Governo português ter as condições e, acima de tudo, a capacidade de levar por diante a proposta do orçamento, ficou desmentido à saciedade publicamente pelo presidente do Governo Regional dos Açores essa capacidade de levar por diante as reformas”, afirmou hoje Marco António Costa.

O vice-presidente social-democrata defendeu que o presidente do Governo Regional dos Açores, o socialista Carlos César, ao criar um subsídio para compensar o corte salarial dos funcionários públicos da região com vencimentos entre os 1500 e os 2000 euros criou “uma brecha que revelará internacionalmente esta incapacidade” de cumprir as metas para o défice.

“Não foi o PSD, foi o PS que abriu uma brecha na unidade estratégica que com muito sacrifício estávamos a tentar construir em Portugal para salvar o país de uma situação mais grave”, sublinhou o também vice-presidente da Câmara de Gaia, na sessão evocativa dos 30 anos da morte de Francisco Sá Carneiro, realizada no Porto.

Para Marco António Costa, “o gesto de rebelião política interna” de Carlos César tem “um simbolismo muito particular”, já que “desautoriza de forma clara e inequívoca o secretário-geral do PS e primeiro-ministro de Portugal num momento em que este gesto tem uma expressão pública internacional de descredibilização do Governo e da capacidade de levar por diante as reformas a que se propôs”.

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Tenho mais preocupação com os milhares e milhares de funcionários públicos que vão ver os seus ...

Camilo

06.12.2010 15:22