Marcelo Rebelo de Sousa: Governo deve nomear comissão para debater nuclear

17.07.2008 - 16:45 Por Margarida Gomes
Marcelo Rebelo de Sousa disse hoje, em Celorico de Basto, que o Governo deve nomear uma comissão constituída por especialistas para “num prazo de três meses apresentar um livro branco sobre a questão do nuclear”, no qual “forneça informações sobre custos/benefícios, porque se não está tudo a discutir de cor” E não enjeitou a possibilidade de esta questão poder vir a fazer parte da agenda da próxima campanha eleitoral para as legislativas.
Em declarações ao PÚBLICO, em Celorico de Basto, onde se encontra a acompanhar a vista do Presidente da República, Marcelo lembra que o Governo do PS não incluiu nesta legislatura no plano das energias alternativas o nuclear, mas sim as energias renováveis.
“Logo ou há um dado novo, ou este debate não sai do plano dos “palpites”. “Na minha opinião, o Governo deveria apresentar um relatório novo para debate ou então como é que o debate se pode fazer?” “Pode-se fazer na campanha eleitoral, acho que sim, mas não na base dos palpites”. “O que tenho ouvido nos últimos dois três dias tem sido na base dos palpites”.
Apesar das reservas que levanta, o ex-presidente do PSD considera que o nuclear pode ser uma hipótese para responder à conjuntura internacional que obriga os países a redefinirem a política energética, desde de que haja debate sério.
Presidente reúne-se com autarcas da região
Na altura em que Marcelo Rebelo de Sousa proferia estas declarações ao PÚBLICO, o Presidente da República encontrava-se reunido com os presidentes de câmaras de Amarante, Baião, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Cinfães, Ribeira de Pena, Resende e Marco de Canaveses, que representam uma das regiões mais deprimidas do país.
Antes da reunião, o presidente da Câmara de Baião, José Luís Carneiro (PS) entregou ao Presidente da República um dossier sobre a situação dos concelhos do Baixo Tâmega, solicitando-lhe que, através da sua magistratura de influência, ajude os autarcas desta região a desenvolver um conjunto de políticas sociais, desde logo a criação de um Plano de Desenvolvimento Integrado para os concelhos da região (Amarante, Baião, Celorico de Basto, Mondim de Basto e Marco de Canaveses) que tenha a “preocupação de qualificar a rede de mobilidade (rodovia, ferrovia e fluvia) entre os municípios e inter-freguesias” e de concretizar um plano de formação e qualificação profissional, destinado ao enriquecimento de competências pessoais e sociais e institucionais”.
José Luís Carneiro considera fundamental que se “legisle a nível nacional no sentido de promover a inclusão de cidadãos que estejam no limiar da exclusão social por intermédio do estabelecimento de um quota obrigatória no regime de contratação pública e privada, á semelhança do que já acontece com as pessoas portadoras de deficiência”.

