Desta vez Jesus não desce à Terra, ao contrário de 1996, quando Marcelo Rebelo de Sousa disse que não seria candidato e depois acabou por concorrer e ganhar. Agora, para as directas de 26 de Março há até “candidatos a mais” para o seu gosto de unidade – Pedro Passos Coelho, José Pedro Aguiar-Branco, Paulo Rangel e Castanheira Barros. Ele, garante, não será candidato e o que espera é que o congresso seja “de convergência”.
“Já que não foi de unidade”, afirmou o ex-líder do PSD aos jornalistas antes de participar num colóquio sobre cuidados paliativos, na Universidade Católica, em Lisboa, ao lado da ministra da Saúde, Ana Jorge, e de Maria Cavaco Silva, mulher do Presidente da República.
A dois dias do congresso extraordinário, não electivo, que antecede as eleições directas para a liderança, Marcelo Rebelo de Sousa garante que só vai decidir no próprio sábado se vai ou não a Mafra. Quer “tempo para pensar” e só vai “decidir no sábado”. Rebelo de Sousa receia que o congresso seja apenas “pré-electivo” e isso é mau. O que seria positivo era se fosse “de reflexão.
Os apelos a uma candidatura sua – de Pedro Santana Lopes, de Filipe Menezes ou de António Capucho – são “muito simpáticos”, mas não. Já decidiu “há cinco meses” que não concorre. Nem acredita que venham a surgir outros concorrentes. E deixa um desejo para os delegados a Mafra: “Não foi possível um congresso de unidade, que seja um congresso de convergência.”


