Manuela Ferreira Leite foi o alvo dos outros candidatos à presidência do PSD

29.05.2008 - 09:12 Por São José Almeida
O tom reverencial com que os outros três candidatos a presidente do PSD se referiram a Manuela Ferreira Leite ao longo da campanha foi ontem quebrado no último debate televisivo que decorreu na SIC e foi moderado por Clara de Sousa.
Primeiro foi a vez de Pedro Passos Coelho se demarcar das opções de política fiscal e orçamental adoptadas por Manuela Ferreira Leite, quando era ministra das Finanças do Governo de Durão Barroso. Mais à frente, Manuela Ferreira Leite foi criticada por ter criticado a direcção Menezes ao longo dos últimos seis meses. Santana Lopes acusou mesmo Ferreira Leite de não estar no Parlamento por que recusou um convite seu para encabeçar uma lista eleitoral. E, contundente, afirmou que a candidata só assumia a preocupação com a pobreza porque queria mudar a sua “imagem economicista” de ministra das Finanças.
As críticas de Santana e também de Patinha Antão à falta de solidariedade para com direcção e o grupo parlamentar surgiram depois de Manuela Ferreira Leite ter exemplificado a sua diferença com o facto de quer José Sócrates, quer Mário Soares terem vindo falar em pobreza, porque ela tinha assumido essa preocupação. E garantiu mesmo que a situação da pobreza em Portugal é tal que “é preciso uma intervenção urgente” neste domínio.
Para além dos ataques a Manuela Ferreira Leite, o debate decorreu calmo, com os candidatos a estabelecerem as suas posições em relação à política fiscal. Manuela Ferreira Leite marcou a diferença, ao defender que não é prudente uma baixa de impostos, pois as contas não estão consolidadas, uma vez que muita da receita conseguida foi com base no combate à evasão fiscal, logo não se repete. Os outros três candidatos advogaram a baixa dos impostos como forma de estimular a economia e o consumo.

