Manuel Pinho avisa petrolíferas que poderá intervir nos preços dos combustíveis

16.01.2009 - 11:41 Por Lusa
O ministro da Economia, Manuel Pinho, mostrou-se hoje, em Bruxelas, disposto a tomar medidas se, a longo prazo, o preço dos produtos refinados e da gasolina não acompanharem o preço do petróleo nos mercados internacionais.
Se o desfasamento entre o preço da gasolina e o do petróleo "se mantiver no longo prazo, é evidente que isso é muito grave e temos de resolver essa situação, porque o consumidor não pode ser prejudicado", disse Manuel Pinho à entrada de uma reunião ministerial dos 27 sobre o sector do automóvel.
O responsável governamental explicou que o preço da gasolina está "intimamente ligado" ao preço dos produtos refinados, "e de vez em quanto, no curto prazo", esse preço "não evolui da mesma forma do que o preço do petróleo".
A Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis (Anarec) tem criticado o facto de a evolução do preço da gasolina não seguir a mesma trajectória do preço do petróleo.
"O aumento de preço da Galp e da BP é absolutamente ridículo. Não tem justificação nenhuma", disse quarta-feira à Lusa Augusto Cymbron, presidente da Anarec.
Manuel Pinho, que está em Bruxelas para participar numa reunião dos 27 sobre o sector automóvel na Europa, faz a distinção entre curto e longo prazo e avisa que "é preciso assegurar que a concorrência funcione bem".

