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Encontro com apoiantes marcado para dia 9 de Fevereiro

Manuel Alegre vai propor criação de tendência dentro do PS e admite novo partido

29.01.2008 - 09:17

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Alegre diz que será a vontade da maioria dos seus apoiantes que ditará a criação ou não de um novo partido Alegre diz que será a vontade da maioria dos seus apoiantes que ditará a criação ou não de um novo partido (Rui Gaudêncio)
O ex-candidato presidencial Manuel Alegre garantiu hoje que não vai propor a criação de um partido no encontro que realiza a 9 de Fevereiro com ex-apoiantes socialistas mas admitiu a hipótese se ela for votada por maioria.

"Não vou dizer que não [será criado um novo partido] porque três semanas antes de avançar como candidato a Presidente da República teria dito que isso nunca iria acontecer. Neste momento a minha intenção é criar uma corrente de opinião dentro do PS, mas o que acontecerá na reunião depende da posição maioritária", afirmou.

"Não me deixo pressionar ou condicionar. Surgiram notícias a dizer que eu estava a ser pressionado para criar um novo partido. Não gosto que decidam pela minha cabeça. Há pessoas que já decidiram que eu ia criar um novo partido. Sou uma figura histórica do PS, fundador da democracia", disse o histórico socialista num debate promovido pelo Clube dos Pensadores em Vila Nova de Gaia.

O movimento que pretende criar, adiantou, deverá actuar dentro do PS mas também na sociedade civil e dedicar-se preferencialmente a áreas como saúde e Segurança Social, prevendo também a reforma do próprio partido, de modo a que haja "mais socialismo no partido que dele se reclama".

O debate, que encheu duas salas de um hotel de Gaia, pareceu a dado momento um pólo de oposição interna socialista às actuais direções nacional e distrital, dado o conjunto de críticas feitas às políticas do Governo por parte de militantes do partido.

Pedro Baptista, candidato à liderança da distrital do Porto do PS contra o actual presidente, Renato Sampaio, bateu várias vezes palmas a intervenções violentas contra o Governo, nomeadamente quando uma professora reformada o considerou um dos piores de sempre e quando a ministra da Educação foi criticada.

Narciso Miranda, ex-autarca impedido de se recandidatar após os incidentes que antecederam a morte de sousa Franco na Lota de Matosinhos, esteve também presente e foi alvo da solidariedade pública de Manuel Alegre.

"A situação em que se encontra Narciso Miranda, que contribuiu para grandes vitórias do PS, é sinal da crise de funcionamento do partido", afirmou o também vice-presidente da Assembleia da República, que, questionado por um participante sobre que tipo de apoio tinha dado ao ex-autarca respondeu: "Pergunte-lhe de que forma tenho sido solidário com ele, porque ele sabe".

Depois de insistentemente instigado pelos presentes a tomar novas posições, Alegre respondeu a um interveniente: "não sei o que quer que faça mais. Candidatei-me à liderança do partido, a Presidente da República... só se quiser que pegue em armas".

Se tivesse sido eleito Presidente da República as coisas seriam, aí sim, diferentes: "Teria vetado a nova lei eleitoral autárquica ou no mínimo tê-la-ia enviado para o Tribunal Constitucional" e "teria tido uma intervenção diferente nas alterações ao Serviço Nacional de Saúde".

Falando da pobreza e do desemprego em Portugal, criticando as políticas de educação e de saúde e manifestando-se convicto defensor da escola pública, Manuel Alegre deixou claro que "este PS está longe do que desejava".

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Manuel Alegre vai propor criação de tendência dentro do PS e admite novo partido

Oxalá Manuel Alegre, quando criar tendência dentro do PS, vá ASSIDUAMENTE às reuniões dos seus ...

Anónimo

29.01.2008 16:49

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