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Deputado sai das listas eleitorais socialistas, mas fica no partido

Manuel Alegre garante que não entrará em nenhum combate para derrotar o PS

15.05.2009 - 16:44 Por São José Almeida

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Manuel Alegre esteve reunido com apoiantes esta tarde Manuel Alegre esteve reunido com apoiantes esta tarde (Pedro Cunha)
Manuel Alegre garantiu hoje que não entrará em nenhum combate para derrotar o PS e que estará sempre ao lado dos socialistas numa luta eleitoral contra a direita.

As declarações de Manuel Alegre foram feitas na conferência de imprensa após a reunião com os apoiantes do Movimento de Intervenção Cívica (MIC), em que lhes comunicou que não está disponível para integrar as listas eleitorais do PS mas garantindo que ficará no partido.

Ao que o PÚBLICO apurou, das listas eleitorais do PS deverão continuar a constar representantes do MIC, liderado por Manuel Alegre, que vincou que não pretende criar um novo partido e que manterá a sua intervenção política e cívica no quadro do PS.

O ex-candidato à Presidência da República e actual vice-presidente da Assembleia da República esteve reunido esta tarde com meia centena de apoiantes.

Alegre justificou que não vai integrar as listas por uma questão de "coerência" e "consciência", porque as divergências que mantém com o PS são demasiado profundas, entre as quais referiu o Código do Trabalho.

Alegre prometeu ainda devotar mais tempo às iniciativas do MIC e da Corrente de Opinião Socialista (Ops!).

O tom geral das intervenções dos apoiantes na reunião foi de aplauso à decisão de Alegre. Ao que o PÚBLICO apurou, a maioria está a manifestar o seu apoio à rejeição da criação de um novo partido. Houve até elogios à liberdade proporcionada pelos movimentos não partidários, nomeadamente pela parte de Helena Roseta, que há dois anos lidera um movimento de cidadãos.

A arquitecta e vereadora na Câmara de Lisboa afirmou mesmo que nas reuniões do seu movimento nunca ninguém alegou o risco de perder votos como razão para não tomar decisões. E propôs que seja lançada uma iniciativa de cidadãos a enviar à Assembleia da República para mudar a lei eleitoral no sentido de serem admitidas candidaturas de movimentos independentes ao Parlamento.

Roseta agradeceu ainda a Manuel Alegre o facto de ter comunicado a sua decisão, em primeira mão, aos apoiantes, no que foi muito aplaudida.

Notícia actualizada às 19h25

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DINIS H.G. NUNES

20.05.2009 02:16

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