Deputado do PS elogia Governo Regional dos Açores

Manuel Alegre diz que Carlos César “não é um socialista de plástico”

27.05.2008 - 08:56 Por Lusa

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Alegre alertou para a necessidade de restituir à política a sua “dimensão humanista” Alegre alertou para a necessidade de restituir à política a sua “dimensão humanista” (Nélson Garrido (arquivo))
O deputado do PS Manuel Alegre declarou ontem à noite, em Angra do Heroísmo, que o presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, “não é um socialista de plástico, feito por uma agência de comunicação”.

Alegre alertou em Angra para a necessidade de restituir à política a sua “dimensão humanista”, elogiando o trabalho desenvolvido pelo Governo Regional dos Açores, também do PS, que não esqueceu a “matriz” socialista.

“O Governo Regional dos Açores tem mostrado que é possível fazer diferente mesmo com uma situação difícil à escala global; houve uma matriz que não foi esquecida e que é aplicada na saúde, na educação, na administração pública, na cultura, na solidariedade aos mais desfavorecidos, aos mais idosos”, disse Manuel Alegre, durante a apresentação em Angra do Heroísmo do seu livro “Escrito no Mar – Livro dos Açores”.

No curto discurso, marcado pelos elogios ao trabalho desenvolvido por Carlos César no Governo Regional dos Açores, Manuel Alegre alertou ainda para a necessidade de restituir à política a sua “dimensão humanista” e acrescentar “um pouco mais de sonho”.

”Um pouco mais de poesia”

“A política, ao contrário do que parece hoje pensar-se e ser a cultura dominante, não é só tecnocracia, nem estatística, nem números. É preciso restituir à política a sua dimensão humanista, o mundo e Portugal precisam um pouco mais de sonho, um pouco mais de golpe de asa e, se me permitem, um pouco mais de poesia”, salientou.

Sobre Carlos César, que é também líder do PS-Açores, Manuel Alegre elogiou o seu sentido de Estado e a sua “elevada sensibilidade social”, considerando que o chefe do executivo açoriano “honra a herança de Antero e do socialismo português”.

“Não é um socialista de plástico, feito por uma agência de comunicação”, acrescentou depois, em declarações aos jornalistas no final da apresentação do seu livro.

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