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25 de Abril

Manuel Alegre considera que o Presidente da República fez um bom exercício democrático

25.04.2009 - 14:16 Por Lusa

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Manuel Alegre também apelou à participação nos actos eleitorais Manuel Alegre também apelou à participação nos actos eleitorais (PÚBLICO (arquivo))
O deputado socialista Manuel Alegre considerou hoje que o Presidente da República falou para todos os portugueses e fez um bom exercício democrático, dizendo que Cavaco Silva não deve ser bengala do Governo ou chefe da oposição.

"O papel do Presidente da República não é ser anti-Governo. O Presidente da República não tem que ser a bengala do Governo nem chefe da oposição. O Presidente da República fala para todos os portugueses e falou para todos os portugueses e de acordo com a data", declarou Manuel Alegre no final da sessão comemorativa do 25 de Abril na Assembleia da República.

Segundo o ex-candidato presidencial, Cavaco Silva "falou de responsabilidade democrática, de participação, contra a abstenção em actos eleitorais, contra a demagogia, contra a crítica pela crítica e contra o apoliticismo".

Cavaco Silva "fez um bom exercício democrático", sustentou Manuel Alegre, antes de se referir em concreto aos apelos feitos pelo chefe de Estado contra a abstenção nos próximos actos eleitorais. "Sublinho o apelo que o Presidente da República fez à participação nos actos eleitorais, dizendo que a abstenção nada resolve. O 25 de Abril fez-se para que todos nós assumíssemos as responsabilidades e para devolver ao povo a soberania", apontou o ex-candidato presidencial.

Interrogado sobre o diagnóstico negativo feito na sessão solene do 25 de Abril em relação à actual situação económica do país, Manuel Alegre respondeu que "isso é uma realidade". "Isso passa-se aqui e passa-se no mundo. O Presidente da República salientou que não devem ser os países mais fracos a pagar os erros e as consequências de uma crise, cujos responsáveis são os países mais fortes", disse.

Confrontado com a ideia de Cavaco Silva de que os partidos não devem fazer promessas que não podem cumprir, Alegre comentou que esse é um princípio em relação ao qual "toda a gente deve estar de acordo". "É preciso uma política de verdade, uma política de liberdade e uma política de responsabilidade", referiu, antes de aludir a "outro aspecto importante" do discurso presidencial relativo à crítica fácil aos políticos. "É uma herança do salazarismo a crítica aos políticos, quando se dizia que a política é o trabalho. Esse tipo de afirmações são anti-democráticas", salientou o deputado socialista.

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Comentário + votado

Geração Tanguinha

Por favor não sacrifiquem mais com ilusões a desgraça Nacional Portuguesa. Sejam coerentes e ...

Anónimo

26.04.2009 11:29

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