Manifestação pela paz hoje em Lisboa e amanhã no Porto

18.03.2006 - 08:09 Por Adelino Gomes, Maria José Oliveira/PÚBLICO
Cerca de três anos volvidos sobre a invasão do Iraque e dois dias depois de o Exército dos EUA ter desencadeado o maior ataque desde o início da guerra, realiza-se esta tarde, no Largo Camões, em Lisboa, uma concentração contra a ocupação, acontecendo o mesmo amanhã, no Porto, na Praça D. João I.
Neste "dia de acção global contra a guerra" (estão previstas manifestações em diversos países), será exigida a retirada das tropas do Iraque e reivindicado o "envolvimento directo ou indirecto" de Portugal no conflito e o fim da utilização da Base das Lajes pelos EUA, pode ler-se num apelo subscrito por mais de meia centena de organizações, entre as quais se encontram o PCP, o Bloco de Esquerda e o Partido Ecologista "Os Verdes".
O documento alerta para a necessidade de "reconhecer ao povo iraquiano o direito a resistir e a escolher livremente o seu futuro" e pede ao Governo socialista para condenar "o militarismo, a guerra e a ocupação do Iraque".
Quando se completam três anos sobre a invasão, 15 personalidades assinaram um novo apelo (intitulado Dêem uma oportunidade à Paz!) que exige a "fixação de um calendário de retirada das tropas ocupantes do Iraque", de forma a encontrar uma "solução pacífica que garanta a paz e a unidade do Estado iraquiano".
Subscrevem este documento as eurodeputadas do PS Ana Gomes e Elisa Ferreira, os dirigentes do Bloco de Esquerd, Miguel Portas e José Manuel Pureza, os constitucionalistas Vital Moreira e Pedro Bacelar de Vasconcelos, a jornalista Maria João Seixas, o sociólogo Boaventura Sousa Santos, o padre Anselmo Borges, frei Bento Domingues, o antigo dirigente do PCP Domingos Lopes, o presidente da Assistência Médica Internacional Fernando Nobre e os professores universitários Isabel Allegro, Luís Moita e Viriato Soromenho Marques. O texto aponta que a "marcha da democracia" aclamada pelos EUA, revelou-se um "terrível embuste" e frisa que o Iraque "sintetiza bem os danos que as doutrinas neoconservadoras estão a causar à humanidade (...) torturando em nome dos direitos humanos e usando armas químicas em nome da civilização".

