Mais de duas mil pessoas assistiram ao funeral do soldado português morto no Afeganistão

27.11.2007 - 17:59 Por Lusa
Mais de duas mil pessoas, entre as quais mais de uma centena de militares, concentraram-se hoje na Igreja de Crestuma, em Gaia, para prestar homenagem ao pára-quedista Sérgio Pedrosa, morto num acidente de viação no Afeganistão.
A cerimónia fúnebre foi presidida pelo bispo das Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira, com a presença da governadora civil do Porto, Isabel Oneto, e do vice-presidente da Câmara de Gaia, Marco António Costa, e de vários representantes das Forças Armadas.
"Quem se bate pelo mundo e pela justiça está-se a bater por Deus", afirmou o bispo na homilia. D. Januário Torgal Ferreira frisou ainda o facto de o soldado ter "encontrado solidariedade nas tropas portuguesas".
Antes da cerimónia terminar os colegas pára-quedistas de Sérgio Pedrosa cantaram o "Hino das Boinas Verdes", a que se seguiu uma salva de palmas.
O comandante da Brigada de Reacção Rápida, major general Carlos Jerónimo, da qual fazia parte Sérgio Pedrosa, afirmou que a morte do jovem "deixa um vazio e provoca uma dor difícil de ultrapassar". "Foi com profunda tristeza e pesar que recebemos a notícia da morte do Sérgio", disse o oficial general, acrescentando que "todos os militares, quando partem em missão, acreditam que estão no cumprimento do dever e estão sempre preparados para servir Portugal, onde quer que seja".
A urna com o corpo de Sérgio Pedrosa, coberta com a bandeira nacional e pela boina verde dos pára-quedistas, foi depois transportada em cortejo a pé desde a Igreja para o Cemitério de Crestuma, onde foi sepultado com honras militares.
O soldado morreu sexta-feira num acidente de viação no Afeganistão, durante uma patrulha nocturna, nos arredores de Cabul.
Sérgio Pedrosa vivia com os pais e irmãos em Crestuma, tendo prestado serviço no Regimento de Infantaria 10, em S. Jacinto, Aveiro, até partir em Agosto, para o Afeganistão, numa missão de seis meses ao serviço da NATO.

