Loureiro renunciou para contrariar ideia de que o Conselho o protegia

27.05.2009 - 20:40 Por PÚBLICO
Manuel Dias Loureiro recusou hoje a ideia de que renunciou ao cargo de conselheiro de Estado devido às acusações que lhe foram ontem feitas pelo ex-presidente do BPN, José Oliveira e Costa, no Parlamento. O ex-ministro da Administração Interna de Cavaco Silva afirmou que esta era uma decisão que já andava a amadurecer há 15 dias e decorre "da ideia que estava a passar [para a opinião pública] de que o Conselho de Estado me estava a proteger".
Numa entrevista ao Jornal da Noite da Sic, Dias Loureiro reiterou que as notícias que têm sido veiculadas sobre alegados pedidos de levantamento da sua imunidade enquanto conselheiro de Estado são falsas. "Não há nenhum pedido de uma autoridade judicial no inquérito BPN", afirmou o social democrata que disse ter tido uma reunião com o Presidente da República onde lhe perguntou isso mesmo.
“Nunca pensei que pudesse começar a passar a ideia de que o Conselho de Estado era um resguardo, que me protege. Não me protege de nada”, sublinhou, acrescentando: “Não tenho nada a temer, não estou acusado de nada, não cometi nenhuma ilegalidade”. O ex-ministro disse que escreveu uma carta ao Procurador Geral da República onde lhe pede para ser ouvido no âmbito deste inquérito.
Dias Loureiro recusou-se a comentar as várias acusações que lhe foram feitas nas oito horas de audição parlamentar em que Oliveira e Costa foi ouvido. “Não falarei sobre o seu carácter”, respondeu perante as afirmações do ex-banqueiro, nomeadamente a de que tinha mentido e de que Dias Loureiro sofria de “uma problemática do ego”.

