Francisco Louçã esteve esta manhã na feira semanal de Espinho, onde disse a vários dos populares com quem se cruzou que está na hora de “puxar pela economia”.
O candidato pelo Bloco de Esquerda recebeu queixas sobre reformas, desemprego e problemas na saúde. Visivelmente mais à vontade nas acções de campanha na rua, Louçã defendeu que é preciso “recuperar o país e pagar as contas”.
“A economia está toda ligada, todos temos de puxar”, frisou o líder bloquista, que aproveitou para insistir na necessidade de tributação da banca e das grandes fortunas.
Perante um popular que questionou a razão de o país comprar submarinos, Louçã respondeu: “Isso tem que perguntar ao Paulo Portas. É deitar dinheiro à rua.” E acrescentou que “quem fez tanta promessa na feira” e congela pensões, corre o risco de “ouvir algum remoque”. Para José Sócrates igualmente um recado. Louçã criticou o primeiro-ministro por fazer uma campanha sem “apertar a mão às pessoas”, com medo de possíveis críticas.
O candidato reforçou que agora é tempo de “convencer os indecisos” e “contrariar a abstenção” de quem está descrente dos políticos.
De seguida, acompanhado pelo cabeça de lista pelo distrito de Aveiro, Pedro Filipe Soares, o candidato visitou o Hospital de São João da Madeira, onde voltou a reclamar mais médicos para o país. E alguns esclarecimentos sobre os concelhos que PS, PSD e CDS querem fazer “desaparecer” ou “alterar”.
Antes de partir para um almoço com estudantes universitários, em Coimbra, Louçã pediu aos partidos da troika “política em pratos limpos”.


