Louçã evitou cumprimentar as peixeiras porque quer “um contacto sério” com as pessoas 
19.09.2009 - 12:56 Por Maria José Oliveira
Francisco Louçã evitou esta manhã uma visita à área das bancas de peixe, no mercado municipal de Alcobaça, explicando depois que o fez porque rejeita a “dinâmica de espectáculo” e qualquer “forma de populismo”.
Dentro do mercado, perseguido por um pequeno grupo de apoiantes, Louçã cumprimentou os vendedores de frutas, legumes, animais de criação e pão. A poucos metros da peixaria, e num tom de voz mais baixo, disse a Adelino Granja, candidato bloquista à câmara de Alcobaça, que não queria ir àquele espaço. Por isso, quando passou pela entrada que dá acesso à zona do peixe nem sequer olhou para trás, apesar dos acenos das vendedoras.
Questionado pelos jornalistas sobre o facto de ter evitado a peixaria, Francisco Louçã foi rápido na resposta; “Nunca vou.” Porquê? “Por uma questão de princípio”, respondeu. E sustentou: “Porque cria uma dinâmica de espectáculo. Eu quero um contacto com as pessoas, não quero favorecer nenhuma forma de populismo, nenhuma forma de simplicidade na campanha eleitoral.”
Louçã tem vindo, ao longo da campanha, a “convidar todos e todas” para a criação da “força de esquerda”, referindo sempre que “todos os votos contam”. As vendedoras de peixe parecem constituir, porém, uma excepção. “Eu escolho as pessoas com quero contactar”, afirmou, peremptório.
“Sei o que acontece nas outras campanhas. Eu quero ter um contacto sério, normal, em que as pessoas falam comigo, discutem e, portanto, escolho os lugares onde vou na campanha eleitoral”, acrescentou.
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