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Debate quinzenal

Louçã e Sócrates: quando os ricos não pagam a crise

30.09.2010 - 17:07 Por Nuno Simas

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 (Daniel Rocha)
José Sócrates deixou Francisco Louçã sem resposta. Nem sobre o aumento do desemprego em 2011 nem sobre o caso da empresa que mais exporta em Portugal “e não paga um cêntimo” de impostos. Nem sobre o facto de a PT ir pagar “apenas” 0,1 por cento de impostos pela operação da Vivo. O que o líder do Bloco de Esquerda queria provar, no debate quinzenal de hoje, no Parlamento, era simples: os trabalhadores é que pagam a crise e os grandes pouco ou nada pagam.

O deputado e líder bloquista perguntou sobre o impacto no desemprego às medidas extraordinárias que passam por cortes de salários e aumentos de impostos, mas o primeiro-ministro nada disse. No debate quinzenal , Sócrates admitiu algum efeito recessivo das medidas, mas nada disse sobre o desemprego. Louçã tirou a conclusão: “Ao nada dizer sobre o desemprego, está a dizer-nos que vai continuar a aumentar”.

Sobre a PT calculou que, se pagasse o imposto normal, a receita seria equivalente ao previsto do aumento de dois pontos do IVA. E Francisco Louçã deu o exemplo de uma empresa de consultadoria e auditoria sediada no offshore da Madeira, Wainfleet, com apenas três funcionários, com um volume de vendas 2900 milhões de euros. “Não tem pago um cêntimo sobre os seus rendimentos”. Disse o deputado do BE.

Na resposta, o primeiro-ministro apontou um “esquecimento” a Louçã: nada ter dito sobre a criação de um imposto sobre a banca nas medidas extraordinárias anunciadas na quarta-feira.

E fez uma promessa sobre os fundos de pensão da PT e é que nada custará aos contribuintes portugueses.

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