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Catástrofe natural da semana passada

Louçã diz que ministro das Finanças quer abrir “guerra de alecrim e manjerona” com a Madeira

28.02.2010 - 20:27 Por Lusa

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O líder do BE, Francisco Louçã, disse hoje no Funchal não perceber porque é que o ministro das Finanças quer “abrir uma guerra de alecrim e manjerona”, ao reafirmar que não pretende ceder na Lei de Finanças Regionais.

O líder bloquista, que passou o dia em visita à Madeira, elogiou a “resposta sensata” do grupo parlamentar do PS por ter decidido, após a intempérie de 20 de Fevereiro, retirar da agenda política a disputa na AR em torno deste assunto.

Todos os partidos da oposição votaram favoravelmente uma revisão à Lei de Finanças Regionais, que impõe mais transferências de verbas para as regiões.

No entanto, o Governo socialista opõe-se à revisão da lei, dirigindo fortes críticas a esta medida.

Após a intempérie que provocou 42 mortos na ilha, o líder do grupo parlamentar do PS, Francisco Assis, afirmou que os socialistas deixariam “cair” politicamente esta questão, mas o ministro Teixeira dos Santos reafirmou posteriormente não estar disposto a recuar nesta questão.

Hoje, na Madeira, Francisco Louçã afirmou que “ninguém perdoaria devaneios e jogos políticos em torno desta questão”.

“A dimensão da catástrofe não permite jogos políticos do Governo sobre o que aconteceu no passado na Lei de Finanças Regionais”, considerou.

“Deve haver muito cuidado no ordenamento territorial”

O líder do BE defendeu que a catástrofe de 20 de Fevereiro deve servir de lição para impor regras de rigor urbanístico mais apertadas numa região marcada por “uma geologia muito ingrata”.

“A partir de agora, deve haver muito cuidado no ordenamento territorial. A segurança das pessoas tem de ser alvo de todo o rigor, para que seja garantida a segurança dos cidadãos”, afirmou Louçã, que passou o dia de visita às zonas afectadas da Madeira.

O dirigente do BE salientou a importância de “ouvir urbanistas, ambientalistas e as autoridades científicas que conhecem bem as dificuldades da região”, tendo em vista a definição de regras rigorosas de controlo urbanístico.

“O que aconteceu no sábado foi um desastre de proporções calamitosas, um dilúvio. Os danos eram inevitáveis. Mas eles foram agravados pelas questões urbanísticas”, considerou Louçã.

O coordenador do BE elogiou o trabalho dos vários níveis de autoridade regionais e nacionais no apoio que deram às populações afectadas.

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Comentário + votado

Menino

Menino Louçã quando oiço V.senhoria fico com vontade de ir ao penico.És como ...

Melro

01.03.2010 15:30

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