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Durante um comício em Manta Rota

Louçã diz que Cavaco é "insensível" e "insensato" por ter vetado Lei do Divórcio

24.08.2008 - 09:02 Por Lusa

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O que a sensatez exige é que o Estado e a Lei não se metam no que não é do Estado e da Lei, disse Louçã O que a sensatez exige é que o Estado e a Lei não se metam no que não é do Estado e da Lei, disse Louçã (Daniel Rocha/PÚBLICO)
O líder do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, afirmou ontem no Algarve que o Presidente da República demonstrou ser um homem "insensível" e "insensato" ao vetar a Lei do Divórcio.

"O Presidente da República mostrou nesta matéria ser um homem insensível e insensato", disse Francisco Louçã durante um comício em Manta Rota, Vila Real de Santo António.

Sublinhando discordar do veto à Lei do Divórcio, Louçã defendeu que o Parlamento deve voltar a votar a lei para "abrir a porta a pessoas que não querem casamentos unilaterais" e deixar os casais decidir.

O líder do BE afirmou ainda considerar que a decisão do Presidente da República se baseia num conceito "reaccionário" e "extraordinário", por partir do pressuposto que podem haver casamentos unilaterais.

"O que a sensatez exige é que o Estado e a Lei não se metam no que não é do Estado e da Lei", frisou, observando que a lei "moderna" e "respeitadora" não decide pelas pessoas "o que estas devem decidir por si".

O pedido de demissão do ministro da Administração Interna por parte do PSD também foi um dos temas abordados no discurso de Louçã, que acusou os dirigentes políticos de fazerem "demagogia com notícias de segurança pública".

"Mal vamos nós quando os políticos fingem que substituem os polícias, quando são eles que têm que levar os criminosos à justiça", afirmou.

Além do veto de Cavaco Silva e do problema da insegurança, o líder do Bloco falou ainda sobre o silêncio que paira na classe política sobre a precariedade do trabalho e o desemprego.

Referindo-se aos trabalhadores do Estado que afirma estarem em situação ilegal por trabalharem com contratos a prazo, aproveitou para criticar o Governo, que acusa de ser o maior empregador de trabalho a prazo no país.

"Como é que se pode levar a sério um governo que quer reduzir o trabalho precário, quando é o maior patrão de trabalho precário em Portugal?", questionou Francisco Louça, perto do encerramento do seu discurso.

O líder do Bloco de Esquerda estará hoje à noite em Portimão para mais um comício antecedido de um jantar de confraternização.

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