• O outro lado do Salão Erótico
  • As "viagens filosóficas" do século XVIII
  • Um arco-íris de carnavais brasileiros

Bloco de Esquerda

Louçã cita Sócrates para lembrar que filme "A Tempestade Perfeita" termina com "um naufrágio"

10.07.2009 - 00:06 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
"É preciso uma esquerda de confiança2, disse Louçã "É preciso uma esquerda de confiança2, disse Louçã (Luís Ramos)
O líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, disse hoje que quer “quebrar o ciclo político da maioria de bloqueio” do PS e citou José Sócrates para lembrar que o filme “A Tempestade Perfeita” termina com “um naufrágio”.

Falando no jantar de encerramento da sessão legislativa - e neste ano também da legislatura - Louçã teceu duras críticas aos “mandantes da delinquência financeira”, à maioria socialista e sublinhou que “a política económica será o centro da actividade” dos bloquistas na próxima legislatura, aproveitando também para fazer uma alusão ao jantar do grupo parlamentar do PS, realizado na terça-feira.

“O engenheiro José Sócrates, no encerramento dos quatro anos e meio da sua maioria absolutíssima, decidiu dizer que o seu Governo foi uma tempestade perfeita, é certo que os assessores de comunicação que lhe sugeriram este título de um filme de George Clooney se esqueceram de lhe dizer que na tempestade perfeita o navio de George Clooney naufraga”, afirmou o coordenador do Bloco.

Francisco Louçã afirmou que a crise demonstrou “como é grande a estrutura da ganância sem limites de uma elite que governa o país, que tem governado a globalização financeira e o sistema económico internacional” e que agora esta “se levanta em Wall Street ou em Lisboa para impedir que qualquer dos mandantes da delinquência financeira possa ser diminuído na voragem dos ganhos que vai acumulando ao longo do tempo”.

“José Sócrates com a sua maioria absoluta não teve dificuldade nenhuma em impor de um dia para o outro que o trabalho domiciliário já podia ser feito explorando os jovens de 14 ou 15 anos legalmente mas agora impor que os prémios milionários pagassem, do bolso de quem os recebe, um cêntimo que fosse de imposto extraordinário daquilo que recebem extraordinariamente, nem pensar”, criticou o deputado bloquista, que atacou também a “indignação” de Jardim Gonçalves perante a proposta do Bloco que propunha que os administradores passassem a declarar os seus rendimentos.

“Saber-se quanto ganham os administradores provocará caos social, este aviso é para ser levado a sério porque mostra exactamente o que é que os cavaleiros da fortuna estão dispostos a fazer para impor uma lei que tem continuado e que querem que continue”, declarou.

Continuando no ataque ao executivo socialista, Francisco Louçã referiu-se ainda ao “aviso” de Teixeira dos Santo e alertou o país que, “acabada a crise que pune as pessoas e as persegue com marca trágica do desemprego, vem aí, assim que a economia respirar, uma nova crise que é a crise orçamental”. “Ainda hoje durante o debate do Código Contributivo anunciava o PS a redução das verbas para o subsídio de doença, nas vésperas de um risco pandémico de uma gripe (…) perseguir as vítimas da crise, agravando o seu sofrimento”, exemplificou.

“O Bloco de Esquerda pretende quebrar este ciclo político, esta maioria de bloqueio tem impedido a modernidade, o combate ao atraso, a justiça económica, a sensatez, a decência no combate em nome de todos aqueles que são as vítimas desta crise de desempregados (…) é em nome delas que a esquerda deve ter uma capacidade de combate, é isso que pretendemos”, argumentou.

Num discurso virado para a campanha, Louçã defendeu que “é preciso uma esquerda de confiança, com capacidade de trazer uma alternativa para o país, de juntar forças” e de “ter todos os diálogos” e sublinhou a “vantagem” de já ter apresentado um programa eleitoral “quando estão todos na penumbra e na confusão, na tempestade perfeita”.

Agradecendo a todas as pessoas que fizeram parte do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda, Louçã disse que já a partir de sexta-feira, num jantar em Viseu, o partido iniciará um conjunto de iniciativas de lançamento da campanha eleitoral pelo país, no sentido de “ouvir as pessoas” e para “mostrar a força e a mudança que é preciso para uma esquerda de mudança”.

Notícia actualizada às 00h15

Estatísticas

  • 3717 leitores
  • 252 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1391129

Comentário + votado

...

10.07.2009 - 14h00 - Luis, Almada. PCP APOIA SISTEMA DE CHAVEZ, CHINA, CUBA QUE SAO A DITADURA DE ...

Pedro Miguel Silva

10.07.2009 20:31

X

Mais em Política (2 de 18 artigos)

Ministro apresenta hoje no Parlamento proposta sobre Polícia Judiciária Militar