O candidato presidencial Francisco Louçã apelou hoje para a mobilização para as eleições de domingo, afirmando que os dois dias que faltam "têm que ser aproveitados em cada hora" e mostrando-se satisfeito com a sua campanha.
No final de uma arruada na Rua de Santa Catarina, no Porto, ponto de passagem habitual das campanhas eleitorais, Francisco Louçã discursou por segundos para dizer que a recepção que teve é "uma indicação forte, emotiva e concreta" da simpatia dos eleitores e da sua vontade de mudar.
A arruada, que nunca chegou a interromper a circulação na rua, levou Francisco Louçã através do habitual ritual de cumprimentos e lamentações, com pouca diferença em relação a arruadas anteriores da sua candidatura, excepto o tamanho da comitiva, aumentada para algumas dezenas de apoiantes.
Louçã recusou comentar as passagens de outros adversários seus, como Cavaco Silva, por Santa Catarina, mostrando-se de consciência tranquila em relação à maneira como conduziu a sua campanha.
"Fiz a campanha como acho que deve ser para poder responder às pessoas", sintetizou.
Os únicos apertões em que Louçã se viu à passagem pelo Porto foram da responsabilidade dos jornalistas, que imediatamente montavam um cerco à volta do candidato sempre que este parava para falar.
Às habituais queixas e votos de boa sorte por parte dos populares, juntou-se um militante socialista, que, de cartão do PS na mão, garantiu a Louçã o seu voto, algo que o candidato apoiado pelo Bloco de Esquerda espera que aconteça com muitos outros militantes socialistas no domingo, e para o que tem feito apelos sucessivos.
No fim da rua, Francisco Louçã ainda subiu a um banco para falar às poucas dezenas de pessoas que pararam para o ouvir, comitiva incluída, para agradecer a recepção e saudar a "gente tão diferente" que lhe pediu para ter a força que o candidato disse que todos têm que ter.


