Francisco Louçã, que falava quando Manuel Pinho fez o gesto que está a dominar o debate do estado da Nação, aguarda que o Governo peça desculpa pelo acontecimento até ao final desta sessão. "Só tirarei conclusões depois do debate", afirmou o deputado do Bloco do Esquerda, não querendo responder se a bancada bloquista vai exigir a demissão do ministro da Economia.
Louçã condenou a actuação de Pinho, lembrando que "um ministro no Parlamento tem de estar à altura do cargo que tem".
Manuel Pinho admitiu o excesso – “excedi-me” – e abandonou a Assembleia. Questionado pelos jornalistas, ao abandonar o hemiciclo, Manuel Pinho reconheceu tratar-se de “um gesto desesperado”, mas recusou que o incidente seja suficiente para deixar o Governo. “Absolutamente, sobretudo enquanto safar postos de trabalho”, disse Pinho, que lembrou o esforço – “passámos muitas noites sem dormir” – para tentar “salvar” postos de trabalho nas minas de Aljustrel.
Manuel Pinho já pediu desculpas pessoais a Francisco Louçã, mas o líder bloquista insiste num pedido formal no plenário.


