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Marco António Costa defende que não deve haver pressões

Líder do PSD-Porto diz que Menezes “precisa de espaço para decidir” futuro

21.04.2008 - 18:40 Por Lusa

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O presidente da distrital diz não é a recandidatura de Menezes que interessa mas "se as eleições vão interessar para alguma coisa" O presidente da distrital diz não é a recandidatura de Menezes que interessa mas "se as eleições vão interessar para alguma coisa" (Luis Ramos (arquivo))
O presidente da distrital do PSD-Porto, Marco António Costa, escusou-se hoje a dizer se mantém o apelo para que Luís Filipe Menezes se recandidate à liderança do partido, sustentando que o líder social-democrata demissionário "precisa de espaço" para decidir.

Marco António Costa considera que "Luís Filipe Menezes precisa do espaço próprio da decisão", "sem se sentir pressionado", sublinhando, porém, que a questão principal não é saber se o líder do partido se recandidata mas "se estas eleições vão interessar para alguma coisa". "O que interessa é saber se os candidatos derrotados estarão disponíveis para aceitar os resultados", frisou em declarações aos jornalistas, em Matosinhos.

O presidente da distrital do PSD-Porto questionou ainda se o futuro líder dos social-democratas "será um candidato com um projecto basista, na linha do velho PPD, ou alguém que vai repensar politicamente o partido, como um movimento de quadros superiores, com pouco contacto com a realidade".

"Será que vamos ter um PSD à PPD ou à BE", questionou o dirigente, recordando que o partido é tradicionalmente formado por "gente simples e trabalhadora", com uma forte vertente "interclassista".

Depois de admitir que "ainda não se apresentaram todos os candidatos", Marco António Costa defendeu a necessidade de se apresentar às eleições internas "um candidato que traga tolerância e respeito para dentro do partido".

O líder do PSD-Porto manifestou ainda "preocupação" pelo que considerou ser "o lançamento de movimentos que se destinam a criar um embrulho para algo que já está a acontecer", ou seja, criar condições para "a passagem autorizada" para o PS de personalidades ligadas ao PSD.

Instado a concretizar esta ideia, citou apenas o nome de José Miguel Júdice, acrescentando que o PSD tem capacidade para apresentar um projecto alternativo ao do PS. "O PS não vai ter motivos para sorrir", assegurou.

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Comentário + votado

assim não há condições...

Em tempos idos, um nobre politico disse «deixem-me governar!» o caminho que estão a querer traçar ...

Anónimo

22.04.2008 18:25

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