Líder do PSD-Porto discorda de exclusões nas listas mas apela à unidade

05.08.2009 - 18:17 Por Filomena Fontes
O líder do PSD-Porto, Marco António Costa, lançou hoje um apelo à unidade do partido, instando todos os que saíram “insatisfeitos” com as listas de deputados, ontem aprovadas no Conselho Nacional do PSD, a relegarem para segundo plano as suas divergências face aos combates eleitorais que se avizinham.
“Não estamos no momento de nos entretermos a dividir e a fazer ajustes de contas. Cabe-nos a responsabilidade histórica de vencer as próximas eleições”, declarou, já depois de ter revelado que, na reunião do Conselho Nacional, manifestou a sua discordância com a exclusão de alguns nomes das listas de candidatos.
Apoiante de Pedro Passos Coelho nas directas que deram a vitória Manuela Ferreira Leite, o líder do PSD-Porto aludiu indirectamente a esse alinhamento para reforçar o apelo à união das hostes. Primeiro, disse, não viu da parte de Pedro passos Coelho “nenhum tipo e revanchismo pessoal e político”; depois, porque, tendo sido “um dos primeiros dos críticos da actual liderança” , é “o primeiro a dizer que é a hora de nos unirmos e trabalhar para derrotar o PS”. Dramatizando, advertiu ainda para o facto de “alguma perturbação nas legislativas” poder colocar o PSD em dificuldades nas autárquicas, que ocorrerão um mês depois.
Quanto ao balanço do processo de constituição das listas de candidatos pelo Porto, Marco António Costa, que coloca como meta a eleição de 16 deputados (nas legislativas de 2005 elegeram 12), gabou-se de a distrital ter obtido “uma vitória em toda a linha”. “A distrital resistiu e venceu a batalha da entrada massiva de pessoas entradas ao distrito”, disse, assinalando que e entrada de Miguel Frasquilho como número dois na lista do Porto é “uma mais-valia” política à altura de protagonizar um confronto com o actual ministro das Finanças. Teixeira dos Santos também ocupa a segunda posição da lista do PS, pelo Porto.

