Indiferente ao repto lançado pelo secretário-geral do PSD-Madeira, Jaime Ramos, que pediu a Alberto João Jardim para se recandidatar, em 2011, a mais um mandato à frente do Governo Regional, Pedro Passos Coelho disse hoje que não é a ele que cabe essa decisão.
“Apoiarei com muito entusiasmo aquele que for o presidente do PSD da Madeira no cargo a que ele se candidatar, o mesmo nos Açores e o mesmo no território continental, desde que existam pessoas que estejam com o programa do PSD a tentar fazer o melhor pelas suas populações”, declarou o líder do PSD, momentos antes de participar num jantar na Afurada, em Vila Nova de Gaia, no âmbito do I Festival da Sardinha Assada e da Caldeirada de Peixe.
Para o líder social-democrata, essa decisão cabe não só ao PSD-M como ao próprio Alberto João Jardim e não a si.
Apesar da insistência dos jornalistas, Passos Coelho recusou fazer qualquer comentário sobre a festa do PSD que hoje decorreu na Herdade do Chão da Lagoa.
“Não vou fazer comentários sobre a festa do Chão da Lagoa mesmo que me façam a pergunta por três vias diferentes. Hoje foi o dia da Chão da Lagoa, é uma festa muito importante do PSD da Madeira. Não estive lá e não vou criar nenhuma complicação de análise nem de comentário à volta do que lá se passou nem por que é que não fui, nem o que é que lá foi dito. Não vou fazer observações sobre isso”, disse, tentando desvalorizar as declarações feitas horas antes pelo líder regional.
Na Madeira, Jardim atirou-se ao PSD nacional, declarando que tem de ser solidário com a região autónoma, caso contrário – frisou – “passem bem”.
Passos não comentou as declarações de Alberto João Jardim, mas disse que nem tudo foi bem feito na Madeira, embora haja obra feita que deve ser reconhecida.
Em declarações aos jornalistas antes do jantar, Passos afirmou ainda que como líder do partido o seu objectivo é muito claro: “Falar sobre problemas que podem ser difíceis mas que têm que ser falados. E esses eu enfrento-os”.


